"Ser Catequista é entregar-se totalmente a Deus como instrumento de serviço na evangelização."

quarta-feira, 10 de novembro de 2010



"Quem ama 'escuta' no olhar aquilo que os lábios ainda não são capazes de dizer."
"Amai a esta Igreja, permanecei nesta Igreja, é de vocês esta Igreja." 
(Santo Agostinho)

O valor eclesial do Sacramento da Penitência

Todo e qualquer pecado é pecado contra Deus, contra si mesmo e contra o irmão. Contra Deus porque é uma rejeição ao seu amor, última razão pela qual fomos criados e chamados a participar de sua felicidade; rejeição, portanto de seu apelo gratuito, de seu plano salvífico para conosco, de sua vontade, de seus mandamentos; recusa de sermos filhos do Pai, irmãos de Cristo e templos do Espírito Santo.
O Concílio quer inculcar na alma dos fiéis, juntamente com as conseqüências sociais do pecado, a natureza própria da penitência que detesta o pecado como ofensa feita a Deus (SC 109). O motivo primeiro do arrependimento dos pecados é a ofensa feita a Deus, isto é, a resistência ao seu amor, à recusa ou pouca estima de sua amizade, a ingratidão para com seus benefícios, o desprezo ou pouco caso da vontade divina, expressa na lei.
Evidentemente, o pecado não pode prejudicar a Deus. Sempre, porém, o ofende. O pecado ofende sempre a Deus, mesmo quando, diretamente, só atinge o próximo, porque Deus ama todos os seus filhos, quer e protege o bem deles. Por isso, o pecado só pode ser perdoado por Deus; e deve ser detestado, acima de tudo, como ofensa à sua bondade infinita. Precisamos, porém, recordar que todo pecado comporta também conseqüências sociais mais ou menos graves, mais ou menos evidentes, segundo sua natureza.
Na Igreja dos primeiros séculos, havia um senso muito vivo, do aspecto social do pecado: aos pecadores públicos eram impostas penitências públicas, e só depois de expiarem suas culpas, eram readmitidos na comunidade. Mudada com o tempo esta disciplina não se mudou o espírito. Também hoje, quem pecou gravemente é excluído da Comunhão eucarística até que se reconcilie com Deus e com a Igreja, pelo sacramento da confissão.
Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência ensina o Concílio, obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, bom exemplo e orações (LG 11).
Embora seja a confissão um ato secreto e estritamente privado, o fato de chegar o perdão de Deus ao penitente através do sacerdote exprime não só a presença da Igreja, mas também a reconciliação com ela. Por isso, o sacramento da penitência, enquanto tem valor íntimo, pessoal, para quem o recebe, tem também valor eclesial. Restabelece ou aumenta as relações de amizade com a Igreja; purifica o indivíduo, e ao mesmo tempo cura a ferida que seus pecados produziram na Igreja.
Embora sejamos muitos. Diz S. Paulo: somos um só corpo em Cristo e cada um de nós, membros uns dos outros (Rm 12, 5). Por causa da solidariedade que une todos os fiéis em Cristo aponto de formarem, nele, um só corpo, tanto o bem como o mal de cada um é bem ou mal de todos. O pecado ofende a Cristo, cabeça do Corpo místico, enquanto é ofensa a Deus e fere os membros do mesmo Corpo, enquanto prejudica espiritual ou materialmente os irmãos. Qualquer pecado, mesmo o mais oculto e pessoal, tem conseqüências prejudiciais à comunidade, porque diminui nela o nível da graça, da virtude, da santidade e aumenta aquele peso de misérias que impede o caminho para Deus. Assim como um só ato de caridade aumenta o amor em toda a Igreja, assim também um só ato de desamor o diminui.
Muitas vezes o pecado prejudica o próximo, de modo mais direto, como acontece com as faltas contra a justiça, a sinceridade, a caridade, o respeito pela pessoa e pelas coisas alheias. Assim exige justa reparação, e o sacramento da penitência a isto provê, seja porque o sacerdote, sendo, ao mesmo tempo, representante de Deus e da Igreja, perdoa os pecados em nome de Deus e da Igreja e, portanto, também em nome da comunidade, seja porque, impondo a penitência sacramental, indica ao penitente como reparar o prejuízo causado ao próximo.
Em todos os casos, deve o penitente aproximar-se desse sacramento com consciência eclesial, comunitária, ou seja, não unicamente em vista da conversão pessoal ou do progresso e salvação da própria alma, e sim também em vista do proveito dos irmãos. Há de desejar reparar o mal que fez aos irmãos com os próprios pecados; há de esforçar-se por levar à sociedade e à Igreja aquela contribuição de santidade a que é obrigado, por força do batismo.
A Igreja só resplandece no mundo e atrai os homens a Deus, na medida de sua própria santidade. E é ela mais ou menos santa conforme a santidade de seus filhos. Necessita de maior ou menor purificação conforme as culpas e deficiências deles. O que já existe de censurável na Igreja, cuidem muito os fiéis de não aumentar com os próprios pecados. Ao contrário. Para diminuir o mal na sua Mãe Igreja, não cesse de fazer penitência e de renovar-se (LG 8). Assim, quanto dele depende, será a Igreja, como a quer Cristo, sem mancha, nem ruga... Mas imaculada e santa (Ef 5,27).

Eduardo Rocha Quintella
Bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora Minas Gerais

Sejamos por inteiro, um único coração adorador!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

FAMÍLIA: Santuário da vida.
Merece o respeito de todos!


Harmonia conjugal


 

Sempre é bom recordar a conclusão de uma equipe
 de psicólogos
 que trabalhava em terapia conjugal, e que escreveu
 dez conselhos
 para a boa harmonia do casal.

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo.
 A todo custo evitar a explosão. 
Quanto mais a situação é complicada, 
mais a calma é necessária.

2. Nunca gritar um com o outro.
 A não ser que a casa esteja pegando fogo. 
Quem tem bons argumentos não precisa gritar. 
Quanto mais alguém grita, menos é ouvido.

3. Se alguém deve ganhar na discussão
, deixar que seja o outro.
 Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor.

4. Se for inevitável chamar a atenção,
 fazê-lo com amor.
 Antes de apontar um defeito, é sempre aconselhável
 apresentar
 duas qualidades do outro.
 Reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. 
Escolha o momento certo para falar ao outro, 
quando ele estiver calmo; nunca na frente de outras pessoas;
 e com muito jeito e carinho.

5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado.
 A pessoa é sempre maior que seus erros, 
e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos.

6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável,
 menos com o cônjuge.
 Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, 
pois a felicidade nasce das pequenas coisas.
 A falta de atenção para com o cônjuge demonstra 
desprezo para com o outro.

7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo.
 No dia seguinte o problema poderá ser bem maior.
 Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução.
 Quando o casal dorme brigado, o demônio dá um jeito de 
deitar no meio dos dois.

8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro
 uma palavra carinhosa.
 Muitos têm reservas enormes de ternura,
 mas esquecem de expressá-las em voz alta.

9. Cometendo um erro, saiba admitir e pedir desculpas. 
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o 
seu erro demonstra ser honesta, consigo mesma e com o outro. 
É nobre pedir perdão!

10. Quando um não quer, dois não brigam. 
Será preciso então que alguém tome a iniciativa de 
quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga.
 Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza,
 maturidade e amor.

Todos nós temos a necessidade de um “bode expiatório”
 quando algo adverso nos ocorre.
 Quase que inconscientemente queremos, como se diz,
 “pegar alguém para Cristo”, 
a fim de desabafar as nossas mágoas e tensões. 
Isto é um mecanismo de compensação psicológica que age
 em todos nós nas horas amargas,
 mas é um grande perigo na vida familiar. 
Quantas e quantas vezes acabam “pagando o pato” 
as pessoas que nada têm a ver com o problema que nos afetou. 
Às vezes são os filhos que apanham do pai que chega em 
casa nervoso e cansado; 
outras vezes é a esposa ou o marido que recebe do outro
 uma enxurrada de lamentações,
 reclamações e ofensas, sem quase nada ter a ver com o problema em si.



por Prof. Felipe Aquino 
cleofas.com.br

"Conta a lenda, que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre. E o velho não poupou insultos...
Chegou até a jogar algumas pedras em direção ao sábio, cuspiu e gritou todos os tipos de ofensas.  Durante horas, ele fez tudo para provocá-lo, mas o sábio permaneceu impassível! 
No final da tarde,  sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e foi embora...
 Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade. Aí o mestre perguntou:
"Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente?"
"A quem tentou entregá-lo", respondeu um dos discípulos.
O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava! A sua paz interior depende exclusivamente de você.
 Ninguém pode lhe tirar a calma.
Só se você permitir..."


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

1ª JORNADA MISSIONÁRIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Parabéns a todas as crianças e adolescentes que deram o seu SIM!!!
Jesus conta com vocês...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Em busca de um silêncio que o mundo não faz...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O NASCER PARA O ALÉM...
Há quem morra todos os dias. 
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza. 
Morre um dia, mas nasce outro. 
Morre a semente, mas nasce a flor. 
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.

Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida. 
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus. 
Triste é ver gente morrendo por antecipação... 
De desgosto, de tristeza, de solidão. 
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida. 
Essa gente empurrando a vida. 
Gritando, perdendo-se. 
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.

E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez. 
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: - porque não há formas para se tocar. 
Presença: - porque se pode sentir. 
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável. 
Essa saudade machucando o coração. 
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso. 
Ah! Aqueles que já partiram! 
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida. 
Foram para o além deixando este vazio inconsolável. 
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer. 
Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em oração, o
ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres. 
Daquela mão nos amparando. 
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias. 
Essa prece que diz tudo. 
Esse soluço que morre na garganta...

E... 
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós. 
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade. 
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença! 
Que morte tão cheia de esperança e de vida!


Texto: Padre Juca 
Adaptação: Sandra Zilio


HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS


O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos". O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.
Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação
Fonte: http://www.arquidiocese-sp.org.br

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

1º DE NOVEMBRO:
Dia de Todos os Santos

"Os santos nascem humanos e são 'peritos em humanismo'. Não se colocam acima dos outros homens e mulheres, nem se afastam dos pecadores. Humanos e cheios de misericórdia, os santos estão convencidos que são grandes pecadores, mas percebem o triunfo de Deus em suas vidas. Nos santos celebramos a vitória da graça de Cristo. É Deus que faz os santos, operando neles grandes coisas". 





Chamados à Santidade


No mês de novembro, uma das datas importantes do calendário litúrgico é a solenidade de Todos os Santos. Os primeiros cristãos tinham uma forte convicção de que Jesus Cristo, o Senhor, transmite-nos a santidade de Deus e santifica toda a humanidade. Esta convicção era tão forte que os cristãos se chamavam de santos (At 26,10; Ef 3,8; Fil 4,21...). A celebração de todos os santos situa-se neste contexto. Celebramos a santidade comum de todos aqueles que, para além da morte, participam plenamente da Assembléia dos Santos, e com suas vestes brancas, cantam hinos de louvor e ação de graças aos pés do Cordeiro (Apoc 7,2-14).
Mas a santidade não é só para os que já morreram. Todos somos chamados à santidade: "Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação" (1 Tes 4,3). Ela não é fruto do esforço humano, que procura alcançar a Deus com suas forças, e até com heroísmo. É um Dom do amor de Deus acompanhado da resposta do homem, que acolhe o dom, pois Cristo deu a sua vida pela nossa santificação (Ef 5,25-26)

Jesus veio mostrar que o Amor de Deus por nós é incondicional: o Pai nos ama com o mesmo amor que ama o Filho, e o Filho nos ama com o mesmo amor que ama o Pai. Não devemos merecer nem ganhar este amor: é um dom , totalmente gratuito. É Deus quem toma a iniciativa de vir ao nosso encontro, encarnando-se em nossa história. Em Jesus de Nazaré, o Verbo de Deus se encarna e revela a face misericordiosa do Pai. Ele não exige que sejamos sem falhas e limites. Simplesmente nos oferece sua misericórdia e nos pede que a acolhamos - "Mas nisto Deus prova seu amor para Conosco: Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores" (Rom 5,8).
Isto significa que Deus, na sua misericórdia, nos chama à santidade. E o pecado não nos impede de sermos santos. Jesus nos ensina que o homem que se reconhece pecador e que só Deus salva está no caminho da Santidade (Lc 18,9-14). Deus ama o pecador. O pecado não impede a Deus de nos amar, mas mostra que não amamos suficientemente a Deus: "E se não formos fiéis, Ele ainda continuará fiel a nós, porque não pode negar a si mesmo" (2 Tm 2,13). O Amor de Deus é sem limites, não conhece restrição, envolve tudo, é maior que qualquer pecado: "Onde o pecado se multiplicou, a graça superabundou" (Rom 5,20). Assim, não somos nós que fazemos a Santidade. Ela é dada por Deus, que nos santifica com nossos vícios, pecados, traumas... Deus nos dá a graça de amarmos com nossa fragilidade, de fazermos o bem agora, de servirmos ao irmão, de nos convertermos.

Deste modo, a Santidade não é fruto de um esforço de fazer perder o fôlego. É a capacidade de ultrapassarmos nossas próprias condenações, de nos olharmos como olhar de amor e ternura com que Deus nos olha, e continuarmos a fazer o bem no meio de nossa fraqueza. É descer até as profundezas da humildade, reconhecendo a própria fraqueza e pedindo a Deus a Graça da Santificação: "A minha graça te basta; o meu poder manifesta-se plenamente na fraqueza, ... pois quando sou fraco, então é que sou forte" (2 Cor 12,9-10). A força da Santidade vem na medida em que nos esvaziamos e damos espaço para o Espírito agir e santificar-nos, pois santo é quem, ao saber acolhido incondicionalmente por Deus, aceita sua fraqueza e deixa-se levar por Aquele que o ama.

Deste modo, neste mês em que celebramos a festa de Todos os Santos, vamos lembrar também esta nossa vocação à santidade que deve se realizar a cada dia de nossas vidas, numa atitude de acolhida à Graça de Deus e numa busca de viver de maneira coerente, como quem acolhe a Graça. Vamos rezar pela multidão de santos e santas anônimos, que na rotina de seu cotidiano constroem O Reino de Deus, tomando presente a Misericórdia na história pela doação de suas vidas num serviço humilde, gratuito e escondido. E vamos pedir a Ele a graça de, em meio as nossas fraquezas e pecados, sermos capazes de, cada vez mais, testemunhar a santidade em nosso mundo.

Para rezar

Coloco-me diante do Senhor e leio Lc 10,25-37. O que Ele me ensina sobre a vivência da santidade através deste texto? Quem está mais próximo da santidade? Basta o esforço de observar preceitos para viver a santidade?

Padre Emmanuel do Silva e Araujo, SJ PUC - Centro Loyola Rio de Janeiro

Santidade é objetivo da vida do cristão, diz Bento XVI

O Papa recordou que a Solenidade de Todos os Santos nos convida a meditar sobre a plenitude da vida divina que nos espera. "A santidade - imprimir Cristo em si mesmo, é o objetivo da vida do cristão e nós saboreamos antecipadamente o dom e a beleza da santidade toda vez que participamos da Liturgia Eucarística, em comunhão com a multidão imensa de espíritos beatos, que no Céu aclamam eternamente a salvação de Deus e do Cordeiro", afirmou o Santo Padre.

"A vida dos Santos, não pertence somente a sua biografia terrena, mas também o seu viver e agir, em Deus, depois da morte. Nos Santos, torna-se óbvio como quem caminha para Deus não se afasta dos homens, pelo contrário, torna-se verdadeiramente próximo a eles", disse Bento XVI citando a sua Encíclica  Deus caritas est.

E recordando os desafios diários que enfrentamos, o Santo Padre destacou que "o Senhor nos dá a graça para suportar as provações desta vida terrena, as injustiças, as incompreensões e as perseguições".

Em seguida, o Papa destacou que nesta terça-feira a Igreja recorda os fiéis falecidos e ressaltou que "a separação terrena de nossos entes queridos é certamente dolorosa, mas acompanhada com a oração de sufrágio da Igreja, a morte não pode quebrar a ligação profunda que nos une a Cristo".

O Pontífice confiou aos cuidados da Virgem Maria a nossa peregrinação rumo à Pátria Celeste e invocou sua maternal intercessão para o descanso eterno de todos os nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição.

Depois da oração do Ângelus, o Papa expressou seu pesar pelo atentado ocorrido neste domingo, em uma Igreja de Badgá, que feriu cerca de 40 pessoas e deixou 57 feridos. Bento XVI renovou seu "apelo a favor da paz", afirmando que "ela é dom de Deus, mas é também o resultado dos esforços dos homens de boa vontade, das instituições nacionais e internacionais". 


domingo, 31 de outubro de 2010

O DIA DE FINADOS
No primeiro dia do mês de novembro, a Igreja Católica celebra o Dia de Todos os Santos. Trata-se de uma forma de se fazer memória de todos aqueles que, pelo seu compromisso cristão levado até às últimas consequências, atingiram a santidade, vocação de todos os batizados. A Igreja, com a festa de todos os santos, homenageia aqueles que, pela santidade de vida reconhecida pelo povo cristão e pela própria Igreja, após rigoroso processo de averiguação, foram merecedores da honra dos altares e da  veneração de todos. Entretanto, há uma infinidade de homens e mulheres que contemplam a face de Deus e não são conhecidos. Por isso a Igreja, que celebra o dia da morte dos santos como o dia de sua entrada na glória, decidiu celebrar todos os santos, beatificados e canonizados ou não, no dia 1º de novembro.
A reflexão da Igreja não pára por aí. Por sua fé “na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna” ela, além de prescrever a oração pelos mortos no 3º, 7º, 30º dia e no aniversário da morte de um fiel, entende que, no dia 2 de novembro, devem ser lembrados com missas e orações todos os fiéis falecidos. Desta forma, os três níveis de Igreja - militante, padecente e triunfante -  se mantêm em comunhão (creio na comunhão dos santos), cada fiel e todos são confiados à misericórdia infinita de Deus (creio na remissão dos pecados), para que Deus os ressuscite no último dia (creio na ressurreição da carne) e os introduza na eternidade feliz (creio na vida eterna).
O Dia de Finados foi inicialmente celebrado nos mosteiros dirigidos pelo abade Odilon de Cluny, no século 10º. Somente no século 14 ele passou a fazer parte do calendário da Igreja. São concedidas indulgências aos que visitarem os cemitérios e participarem da missa na intenção dos falecidos.
A saudade, o carinho, o amor e o respeito pelos mortos no Dia de Finados ficam claros na visita aos cemitérios, nas velas que se acendem, nas flores com que se cobrem os túmulos, nas orações silenciosas ou em comum que se fazem junto a eles, e no silêncio e nas lágrimas dos fiéis.

O Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer


               Pra começar bem sua semana!!!
Chame A Deus --Catedral         

Se você não sabe para onde seguir,
Se você percebe que não quer mais fingir,

Levante a cabeça
E não olhes para trás

Chame a Deus, Chame a Deus

Se tua vida anda para um abismo sem fim,
Se teus olhos choram e não querem este fim,

Levante a cabeça
E não olhes para traz

Chame a Deus, Chame a Deus

(Refrão)

Chame a Deus,
Que tua vida logo mudará
Ele cura a ferida
Te libertará
A verdade e a vida ele quer te dar

Chame a Deus, Chame a Deus

Chame a Deus,
Que o tempo passa e não volta mais
Sua chance sua vida pode se acabar
Ele cura a ferida 
Te libertará

Chame a Deus, Chame a Deus
Chame a Deus