"Ser Catequista é entregar-se totalmente a Deus como instrumento de serviço na evangelização."

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domingo, 31 de outubro de 2010

Encerramento do Mês Missionário

Na mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Missões, já a partir do tema ele nos leva a refletir que a construção da Comunhão é a chave da Missão. Quem sabe podemos afirmar que a comunhão é para a missão, assim como a missão é pra gerar comunhão com toda a humanidade. E em resposta positiva ao mandato de Jesus, devemos ir, em seu Nome, até os confins da terra, atingindo a pessoa humana em todas as situações em que ela vive. Esta dimensão universal do amor fraterno é algo muito próprio do Cristianismo, e que a Igreja Católica o transformou em valor inegociável.
Esta pérola preciosa que é mensagem de Jesus está em suas mãos, em sua conversão, em seus gestos, em suas palavras, em seu compromisso com a vida e especialmente a vida ameaçada.
Em você foi depositada esta esperança, pois as forças do mundo de hoje, estão apontando para outra direção, propagandeiam outros valores. Cabe a você reconhecer e identificar a verdadeira mensagem de Jesus e viver como discípulo (a) missionário (a), e isto, pode te levar a viver na contramão da história. Mas se você não anunciar a mensagem de Jesus, quem o fará por você?
O mês de outubro, denominado mês das missões, oxalá, tivesse mais de trinta e um dias, pois afinal, a missão é permanente, assim como é pra sempre o amor de Deus por você. Neste ano de 2010 a Campanha Missionária, que acontece sempre, em verdadeira sintonia com as Campanhas da Fraternidade e da Evangelização, tem por tema Missão e Partilha, dando seqüência ao enfoque da CF 2010, Economia e Vida. Muito positiva e animadora está sendo a repercussão da campanha missionária de 2010, especialmente quando se refere ao subsídio, em forma de novena, acompanhado por vídeo com testemunho de missionários, preparado pelas Pontifícias Obras Missionárias – POM, em consonância com outras forças vivas missionárias da Igreja. A novena está indo além dos encontros nas casas, está atingindo pastorais, entidades religiosas. Na CNBB, por exemplo, está acontecendo com a participação dos funcionários, que durante a reflexão expressam ser missionários, a partir de seus trabalhos, igualmente nas POM, meios aos funcionários e no Centro Cultural Missionário, com a presença dos missionários que estão fazendo o CENFI, oriundos de outros países. A campanha missionária está chegando também às Casas de Formação, Congregações, está sendo um verdadeiro despertar missionário.

Em sua mensagem para o mês das missões, o Papa Bento XVI, diz: “Efetivamente, a consciência do chamado a anunciar o Evangelho, estimula não apenas os fiéis, mas todas as Comunidades diocesanas e paroquiais a uma renovação integral, abrindo-se sempre mais à Cooperação Missionária entre as Igrejas, para promover o anúncio do Evangelho no coração de toda pessoa, povos, culturas, raças, nacionalidades, em todas as latitudes”. Que a Campanha Missionária, que aponta também para a Igreja na Amazônia, ajude no despertar da consciência, para bem viver sua vocação missionária, como uma opção de vida.

Pe. José Altevir da Silva, CSSp
Assessor da Comissão Missionária – CNBB
Secretário Executivo do COMINA

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O ATO DE AGRADECER


O despertar do espírito missionário, do mês de outubro, mostra que o cristão tem uma identidade que o leva a agir como anunciador da Palavra de Deus. Mais do que um peso, é motivo de gratidão pelo tamanho da confiança que Deus coloca em suas mãos. Ele confia às pessoas o anúncio de sua mensagem.
Convicto desta missão, o cristão não fica restrito à sua comunidade. Ele tem um olhar expandido, é preocupado com aqueles que estão distantes do convívio fraterno em seu território. Exerce o poder da “cura”, da formação de consciência e de retomada de identidade e de convivência.
O caminho missionário é de reconstrução do sentido fecundo da vida humana e da prática de fé, criando comunhão íntima com Jesus Cristo. É a superação da infidelidade, entendendo que o Filho de Deus é sempre fiel e nunca age de forma diversa e com irresponsabilidade em relação ao Pai.
A missão cristã existe sob a força da compaixão, de reconhecimento do valor existente na vida de cada pessoa, como objeto da ação vivificadora de Deus. Isto passa pela confiança e pela disponibilidade do indivíduo atingido, abrindo seu coração para a vivência da Palavra anunciada.
Quem é recuperado de suas deficiências, normalmente agradece pelo benefício recebido. O gesto de gratidão é um mecanismo totalmente cristão. Tudo o que Deus faz é merecedor de ação de graça, de louvor de nossa parte, de um coração que se deixou tocar e ficou sensibilizado pelo que recebeu.
Esta atitude de gratidão é um ato de fé, de uma vida transformada, de encontro com Jesus Cristo e de vivência de sua Palavra. Isto atinge a totalidade da pessoa, principalmente porque fica curada física e espiritualmente. Tudo recebemos de Deus como dom, que deve ser valorizado e agradecido.
Quando participamos de uma Celebração Eucarística, estamos realizando um ato de agradecimento, de reconhecimento e louvor por todas as coisas recebidas na vida, indispensáveis para uma vida saudável e feliz. Tudo brota do coração de Deus e beneficia a nós, suas criaturas.

Dom Paulo Mendes Peixoto


Missionários

Em outubro comemoramos o mês das missões e do rosário. Celebramos várias festas Marianas e acontecimentos históricos marcantes como o início da evangelização nas Américas, o novo mundo que então se descortinava. Nós iniciamos este mês com a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro. A semana e o dia da criança nos levam a refletir sobre a nossa responsabilidade atual para que a dignidade humana se inicie logo nos primeiros momentos da vida.
Porém, em geral, a marca maior deste mês são as Missões. A Igreja nasce na missão e da missão. Neste ano o tema está inspirado no da Campanha da Fraternidade e é “Missão e Partilha” cuja novena aprofunda o sentido da Campanha Missionária, inclusive da Coleta pelas Missões, o trabalho missionário nas grandes cidades, nas periferias, na partilha com os povos famintos, na religiosidade popular, na questão dos migrantes e refugiados, com relação ao meio ambiente e partilha de pessoas.
O papa Bento XVI, como faz todos os anjos, escreveu a sua mensagem para o Dia Missionário Mundial com tema “A construção da comunhão eclesial é a chave da missão”. Temos assim muitas reflexões a ser feitas durante este tempo.
O documento de Aparecida ao lançar a Missão Continental, lembra que isso significa viver em estado permanente de missão – grande desafio para nossa mentalidade e nossos costumes.
Por isso, não é suficiente nos lembrarmos de missão apenas daqueles que partiram para terras distantes, ou que trabalham nas fronteiras da Igreja na sua obra evangelizadora que, certamente, é universal, pois temos muito serviço nas portas de nossas casas.
Porém, ressaltamos que as fronteiras da evangelização não é apenas uma relação geográfica, mas os limites da cultura, da religião que nascem em nossas sociedades e em nossas cidades, na nossa família, no trabalho e na escola. A missão, neste sentido, está bem ao nosso lado, à nossa porta e janela. Temos necessidades enormes de trabalhos bem concretos em várias pastorais em nossas comunidades. É o exercício do apostolado cristão entusiasmado e coerente.
A missão hoje é abrir portas para aquele que está perto de nós, e que precisa da nossa palavra de fé. A nossa omissão neste caso pode ser fatal no testemunho de vida. Hoje urge, mais do que em todos os tempos, irmos ao encontro das pessoas, das famílias, das comunidades e povos. Devemos encontrar as pessoas lá onde elas estão, e não onde gostaríamos de encontrá-las. Devemos ir ao encontro do real e não do imaginário. E para tanto o missionário é antes de tudo um destemido, um audacioso.
A formação de pessoas no sentido da consciência de sua vocação missionária é uma necessidade urgente. Aliás, esse assunto esteve muito presente nas reuniões das foranias que realizei nesta semana. Para que tenhamos bons missionários, precisamos informar e formar os cristãos das necessidades da Igreja e de sua efetiva participação na obra evangelizadora. Também essa foi uma das preocupações do Papa Bento XVI em nossa conversa pessoal durante a visita “ad limina” – a formação do cristão.
É necessários estarmos sensibilizados para o apoio mais efetivo às missões, seja no cunho espiritual, seja também no material, como é o caso da coleta mundial pelas missões católicas que ocorrerá no quarto final de semana deste mês.
A nossa Arquidiocese tem trabalhos missionários fora dos limites territoriais em duas Dioceses Irmãs, tanto com o envio missionário em alguns meses durante o ano, como também com presença contínua de missionários partilhando da vida de comunidades e trabalhando pela evangelização.
É necessário promovermos, especialmente, entre os jovens uma sensibilidade maior para a missão, levando-os a se oferecerem para esta empreitada e também fomentarmos uma solidariedade econômica, uma mais ampla generosidade dos cristãos para as necessidades essenciais da Igreja nos territórios de missão.
A missão a que somos impulsionados para nós deve ser um dom, pois a tarefa de anunciar o evangelho é um compromisso generoso que deve ser assumido por cada batizado anunciando com coragem o evangelho, com todas as suas conseqüências.
Devemos afastar o medo e a indiferença, que no final paralisam o coração. O mundo à nossa volta precisa de discípulos-missionários, que “significa, antes de tudo, anunciar Jesus, fazê-lo conhecido e amado, testemunhando na vida cotidiana essa vida coerente, humilde e alegre de viver no seu amor. Significa anunciar com fidelidade e integridade cada um dos seus ensinamentos, tal como guardados e ensinados pela Igreja. Ser missionário é enfrentar os problemas pela luz de Cristo, luz das nações e dos povos.”
Portanto, a evangelização é mais do que ensinar é principalmente testemunhar com a própria vida os valores do Reino e a alegria do seguimento de Jesus Cristo. A missão é instrumento de mudança, de transformação, deve permear toda a cultura.
Mas não nos esqueçamos da oração, pois nada pode substituir a ação do Espírito Santo. Nada tem efeito sem esta ação, e nada pode convencer as mentes mais duras sem sua eficácia transformadora pelo interior da pessoa. Sem sua colaboração todos os esquemas se tornam apenas ações humanas, o que é pouco para converter pessoas.
A Igreja precisa hoje de homens e mulheres que se deixem conduzir pelo Espírito Santo, que sejam pessoas de oração, ungidas pelo poder de Deus.
Peçamos à Maria, a Estrela da Evangelização, a nossa boa e terna mãe do Rosário, de Aparecida, de Nazaré, da Penha, que nos ajude com a sua intercessão a vivermos com entusiasmo a missão. Que a força do sim de Maria, a sua entrega total e destemida possa ser contagiante para todos nós neste mês e em toda a nossa caminhada eclesial.
Dom Orani João Tempesta
 Fonte: cnbb.org.br

A missão prossegue com os pés dos que partem, com os joelhos dos que rezam e com as mãos dos que ajudam!

MÍSTICA MISSIONÁRIA
Nos últimos tempos, ouvimos repetidamente que “somos todos missionários e missionárias”, pela força do batismo, por pertencer à Igreja, à qual Jesus confiou a tarefa de evangelizar. Perguntamo-nos, então: O que faz concretamente o missionário? Qual é o segredo que fecunda seu esforço e dá eficácia às suas caminhadas, trabalhos e sofrimentos? O que o torna, de fato, missionário? Animação Missionária A atividade missionária tem uma alma que lhe dá vida: a mística. A espiritualidade missionária contempla Cristo como “aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo” (Jo 10, 36), e o segue levando a Boa Notícia, com o poder do Espírito Santo. Daí seguem: a caridade missionária, a santidade de vida e a alegria interior
CARIDADE MISSIONÁRIA
Ainda que o missionário fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, a missão é somente um gongo barulhento. Ainda que o dom da profecia, o entendimento de todos os mistérios e todo conhecimento lhe fosse dado, se tiver a fé que move montanhas, mas não tiver caridade, a missão é vazia. Ainda que doe todos os seus bens e derrame seu sangue,
mas não tiver caridade, de novo fracassa a missão. O missionário é paciente e compassivo; não é invejoso, nem pomposo, nem arrogante ou mal humorado. Ele não busca os próprios interesses. Quem tem pavio curto ou rumina uma ofensa e se alegra com a desgraça alheia não pode dedicar-se à missão. O missionário rejubila-se com a verdade; tudo crê, nunca perde a esperança, e suporta todas as dificuldades. A missão nunca fracassa, ainda que o missionário falhe, pois o tesouro é levado em vaso de barro. O missionário anuncia fé, esperança e caridade; mas a maior delas é a caridade! (1 Cor. 13:1-13
)

SANTIDADE
A força do verdadeiro missionário reside em sua santidade de vida. Ele tem consciência de sua vocação à santidade. O chamamento à missão deriva, por sua natureza, da vocação à santidade. A vocação universal à santidade está estritamente ligada à vocação universal à missão. É preciso suscitar um novo “ardor de santidade” entre os missionários e em toda a comunidade cristã (Redemptoris Missio -RM 90).

ALEGRIA
“A característica de toda vida missionária autêntica é a alegria interior que vem da fé” (RM 91). Em um mundo que tende ao pessimismo, o missionário é uma pessoa que encontrou Cristo, a verdadeira esperança. A alegria interior fundamenta-se na fé em Cristo e alimenta-se da esperança do Seu retorno. Todos somos missionários! Em sua pátria ou longe dela;
nas metrópoles, em povoados e aldeias, em cordilheiras ou nas florestas; desertos ou savanas
.

Fonte: Diocese de Diamantino

sábado, 2 de outubro de 2010

A MISSÃO - UMA EXIGENCIA DA CATOLICIDADE DA IGREJA

 O mandato missionário. "Enviada por Deus às nações para 'o sacramento universal da salvação', a Igreja, em virtude das exigências íntimas de sua própria catolicidade e obedecendo à ordem de seu fundador, esforça-se para anunciar o Evangelho a todos os homens”: "Ide, portanto, e fazei que todos os povos se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que estou convosco todos dias, até a consumação dos séculos" (Mt 28,19-20).
 A origem e o escopo da missão. O mandato missionário do Senhor tem sua fonte última no amor eterno da Santíssima Trindade: "A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária. Pois ela se origina da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o desígnio de Deus Pai”. E o fim último da missão não é outro senão fazer os homens participarem da comunhão que existe entre o Pai e o Filho em seu Espírito de amor.
O motivo da missão. É do amor de Deus por todos os homens que a Igreja sempre tirou a obrigação e a força de seu ela missionário: "Pois o amor de Cristo nos impele...” (2Cor 5,14).
Com efeito, "Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade" (ITm 2,4). Deus quer a salvação de todos pelo conhecimento da verdade. A salvação está na verdade. Os que obedecem à moção do Espírito de verdade já estão no caminho da salvação; mas a Igreja, a quem esta verdade foi confiada, deve ir ao encontro de seu anseio, levando-lhes a mesma verdade. Ela tem de ser missionária porque crê no projeto universal de salvação.
Os caminhos da missão. "O Espírito Santo é o protagonista toda a missão eclesial”. É ele quem conduz a Igreja pelos caminhos da missão. "Esta missão, no decurso da história, continua e desdobra a missão do próprio Cristo, enviado a evangelizar os pobres. Eis por que a Igreja, impelida pelo Espírito de Cristo, deve trilhar a mesma senda de Cristo, isto é, o caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação de si até a morte, da qual Ele saiu vencedor por sua Ressurreição”.  É assim que "o sangue dos mártires é uma semente de cristãos".

Mas em sua peregrinação "não ignora a Igreja o quanto se distanciam entre si a mensagem que ela profere e a fraqueza humana daqueles aos quais o Evangelho foi confiado". Somente avançando pelo caminho "da penitência e da renovação” e “pela porta estreita da Cruz" o Povo de Deus pode estender o Reino de Cristo. Com efeito, "assim como Cristo consumou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, assim a Igreja é chamada a seguir o mesmo caminho, a fim de comunicar aos homens os frutos da salvação”.
Por sua própria missão, "a Igreja caminha com a humanidade inteira. Experimenta com o mundo a mesma sorte terrena; é como o fermento e a alma da sociedade humana a ser renovada em Cristo e transformada na família de Deus”. O esforço missionário exige,

pois, a paciência. Começa pelo anúncio do Evangelho aos grupos que ainda não crêem em Cristo; prossegue no estabelecimento de comunidades cristãs que sejam "sinais da presença de Deus no mundo” e na fundação de Igrejas locais; encaminha um processo de inculturação para encarnar o Evangelho nas culturas dos povos; e não deixará de conhecer também fracassos. “Quanto aos homens, sociedades e povos, apenas gradualmente os atinge e penetra, e assim os assume na plenitude católica”.
A missão da Igreja exige o esforço rumo à unidade dos Cristãos. Efetivamente, "as divisões entre cristãos impedem a Igreja de realizar a plenitude da catolicidade que lhe é própria naqueles filhos que, embora lhe pertençam pelo batismo, estão separados da plena comunhão com ela. Não só isso, mas também para a própria Igreja se torna tanto mais difícil exprimir, na realidade de sua vida, a plena catolicidade sob todos 'os aspectos".
A tarefa missionária implica um diálogo respeitoso com os que ainda não aceitam o Evangelho. Os fiéis podem tirar proveito para si mesmos deste diálogo, aprendendo a conhecer melhor “tudo quanto de verdade e de graça já se achava entre as nações, numa como que secreta presença de Deus". Se anunciam a Boa Nova aos que a desconhecem, é para consolidar, completar e elevar a verdade e o bem que Deus difundiu entre os homens e os povos e para purificá-los do erro e do mal, "para a glória de Deus, a confusão  do demônio e a felicidade do homem".

Fonte: Catecismo da Igreja Católica