"Ser Catequista é entregar-se totalmente a Deus como instrumento de serviço na evangelização."

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segunda-feira, 14 de março de 2011

VOCÊ QUER JEJUAR NESTA QUARESMA?

Muitas vezes ficamos tão preocupados em guardar o jejum da comida, em não comer carne nas sextas-feira, que nos esquecemos do principal jejum: abster-se das coisas do mundo e elevar os olhos e o coração para as coisas de Deus.
Estamos numa constante busca  de Jesus Cristo,  que acabamos nos esquecemos que antes de sermos seguidores, devemos ser discípulos.
Durante a quaresma se fala muito em caridade, e o seguidor pratica a caridade, mas o discípulo pratica o mais puro amor, o amor de Deus.
Por isso, durante essa quaresma, reflitamos um pouco mais sobre a nossa conduta enquanto cristãos.
Estamos sendo apenas um seguidor de Jesus ou estamos sendo discípulos???  Silvanety Martins.


Jejue de julgar os outros e descubra Jesus que vive neles.

Jejue de palavras que ferem e farte-se de frases que purificam...

Jejue de descontentamentos e viva cheio de gratidão.

Jejue de ofensas e injúrias e farte-se de mansidão e paciência.

Jejue de pessimismo e encha-se de esperança e otimismo.

Jejue de preocupações e satisfaça-se de confiança em Deus.

Jejue de lamúrias e queixas e satisfaça-se com as coisas simples da vida.

Jejue de pressões e farte-se de oração.

Jejue de tristeza e amargura e encha seu coração de alegria.

Jejue de egoísmos e encha-se de compaixão pelos outros.

Jejue de rancores e encha-se de atitudes de reconciliação...

Jejue de palavras e viva de silêncios para escutar a outros...

Jejue de pensamentos de fraqueza e encha-se de promessas que inspiram.

Jejue de tudo o que lhe afaste de Jesus E procure tudo o que DELE lhe aproximar...

Se todos vivermos este jejum, nossos dias se irão inundando de paz, de amor, de confiança...

Que os corações se abram com o jejum na Quaresma para receber a Jesus Ressuscitado!
                                                                                                                             


quinta-feira, 10 de março de 2011

QUARESMA: tempo de unir nossa cruz a Cruz de Jesus.



Se juntos com Jesus, seguirmos  suas pegadas na tribulação e na perseguição, nós nos associaremos a seus sofrimentos como o corpo à cabeça, participando da paixão para também participarmos de sua glória.
"A Cruz de Jesus é sinal de doação e serviço". Ela é a conseqüência da fidelidade ao projeto de Deus. Todos nós cristãos, devemos assumir os valores do Reino de Deus em contraposição aos valores deste mundo. Pois viver em Cristo é amar, doar-se a si mesmo em favor dos outros, sem limites, sem medos, sem restrições. Amar a Deus, amar o projeto do Reino de Deus de forma incontestável. Mesmo que isso resulte em sofrimentos, incompreensões, perseguições, assim como aconteceu com Jesus. "Amar, pensar, viver e sofrer como Jesus torna-se a fonte de onde emana o testemunho na missão, na qual se assumem conscientemente os desafios de ser cristão."
Mas para que possamos amar, antes é necessário conhecer. Conhecer o ensinamento e a pessoa de Jesus com a finalidade de o seguirmos em nossa vida. E isso é muito maior do que assumir somente uma postura bastante confortável de pedir favores e esperar uma graça.
Seguir os passos de Jesus nos faz rever nossa rotina, nos leva uma nova e admirável realidade onde descobrimos que o que antes era importante agora não é mais; descobrimos novos valores e critérios de vida que são muito diferentes dos valores do mundo. Mas devemos estar preparados, pois o mundo não deixará que  descubramos  facilmente esses novos valores. Para isso devemos intensificar nossa oração pessoal.
É preciso estar consciente de que ao aceitar o chamado (iniciativa de Jesus), devemos deixar tudo, priorizar a Deus, seguir os exemplos e participar do destino de Jesus. E participar do destino de Jesus significa estar disposto a carregar a Cruz e ser crucificado junto com Jesus.
Neste início de quaresma. vamos repensar nossos valores e princípios cristãos com mais convicção, decisão e fidelidade ao projeto de Deus.
Façamos de nossa vida uma oferta diária.
 Renunciemos a tudo aquilo que nos afasta de Deus e vamos amar as pessoas com o mesmo amor de Deus por nós. Bom dia. Silvanety Martins

"Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga.” (Lc 9,23)

quarta-feira, 9 de março de 2011


Início de um tempo para uma reflexão mais profunda. Um tempo a mais que passamos meditando e ouvindo através do silêncio.

Jejum..
Penitência..
Conversão..
Oração..
Oração..
Oração..

Quarta-feira de Cinzas


Com a imposição das cinzas, inicia-se uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.
Sinônimo de "conversão", é também a palavra "penitência" …
Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.
Tradição
Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.
Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.