"Ser Catequista é entregar-se totalmente a Deus como instrumento de serviço na evangelização."

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Abençoados os que possuem amigos...

Sei que muita gente "odeia" entrar num blog e encontrar lá coisas copiadas da net, mas recebi este poema de Machado de Assis e resolvi partilhar com todos vocês meus amigos. Amigos das horas difíceis e alegres de minha vida. 
Abençoada quarta-feira a todos.
Abraços
Silvanety Martins
 
(...) Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
(...)
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
(...)
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Machado de Assis

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

“Às  vezes um texto muito interessante passa despercebido porque não sabemos ler. Saber ler não é simplesmente ser alfabetizado. Saber ler, é poder, junto, pensar com o autor, compreendê-lo e criticá-lo.”

Leila Maria Barbosa e Wilma Mangabeira, em “A incrível história dos homens e suas relações”

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sábias Palavras...

“É ainda possível chorar sobre as páginas de um livro, mas não se pode derramar lágrimas sobre um disco rígido.”  

José Saramago  (Azinhaga-Portugal, n. 1922)

     A leitora, de Jean Honoré Fragonard
           (Grasse-França 1732-1808 Paris-França), em 1870-72



quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ NOVO LIVRO


Encerra-se mais um ano em sua vida...

Quando este ano começou, ele era todo seu.
Foi colocado em suas mãos..
Podia fazer dele o que quisesse...
Era como um Livro em Branco, e nele você podia ter
um poema, um pesadelo uma blasfêmia, uma oração.

Podia...
Hoje não pode mais, já não é seu.
É um livro já escrito...
Concluído...
Como um livro que tivesse sido escrito por você, ele um dia lhe
será lido, com todos os detalhes, e não poderá corrigi-lo.
Estará fora de seu alcance.
Portanto...
Antes que termine este ano, reflita, tome seu velho livro
e folheie com cuidado...
Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela
consciência;
Faça o exercício de ler a você mesmo.
Leia tudo...
Aprecie aquelas páginas de sua vida em que usou
seu melhor estilo.
Leia também as páginas que gostaria de nunca ter
escrito.
Não...
Não tente arrancá-las.
Seria inútil...
Já estão escritas.
Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro que lhe
será entregue.
Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu, e
evitar repetir as ruins.
Para escrever o seu novo livro, você contará novamente
com o instrumento do livre arbítrio, e terá, para
preencher, toda a imensa superfície do seu mundo.
Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije.
Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir,
coloque-o nas mãos do Criador.
Não importa como esteja...
Ainda que tenha páginas escuras, entregue e diga
apenas duas palavras: Obrigado e Perdão!!!

E, quando o novo ano chegar, lhe será entregue outro
livro, novo, limpo, branco, todo seu, no qual irá escrever
o que desejar...
FELIZ NOVO LIVRO!!!



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

De repente

Um soneto clássico do poeta Vinícius de Moraes para refletirmos sobre o nosso nascer, crescer, deixando a vida esvair-se diante de nossos olhos, sem percebermos a beleza de um sorriso, a importância de um verdadeiro encontro e a responsabilidade de se conservar os verdadeiros amigos.

De repente

De repente do riso fez-se o pranto 
Silencioso e branco como a bruma 
E das bocas unidas fez-se a espuma 
E das mãos espalmadas fez-se o espanto. 

De repente da calma fez-se o vento 
Que dos olhos desfez a última chama 
E da paixão fez-se o pressentimento 
E do momento imóvel fez-se o drama. 

De repente, não mais que de repente 
Fez-se de triste o que se fez amante 
E de sozinho o que se fez contente. 

Fez-se do amigo próximo o distante 
Fez-se da vida uma aventura errante 
De repente, não mais que de repente.


Vinícius de Moraes

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


Fico admirada ao ver pessoas envolvidas em comunidades, que coordena, mas não sabem se deixar guiar por Deus e por seus ensinamentos.
Talvez alguns se sentem tão auto-suficientes que nem precisam da ação amorosa de Deus. Outros não conhecem o significado de palavras tão simples como humildade, generosidade, respeito.
Imagino a dor de Jesus ao ver tanta desunião, tanto desamor entre seus filhos amados.
Claro que a vida é um constante aprendizado.
 As virtudes são práticas que devemos usá-las diariamente para podermos ser pessoas melhores.
Fico a pensar: quantas vezes questionei a Deus por algo ter dado errado ou até mesmo por ter feito algo e não ter tido o "tal" reconhecimento esperado. Mas agora penso: reconhecimento pra que? Por quem?
Tudo aquilo que fizermos é pra Deus que estamos fazendo! 
Olhando a vida de minha Avó, vejo o quanto ela foi grande diante de Deus e ao mesmo tempo, quanto foi humilde, simples, sem maiores ostentações. 
Foi rainha sem ser majestade!
Foi mestra sendo analfabeta!
Acredito que ela foi, de fato, uma leve pena nas mãos de Deus!

Refletindo sobre isso, encontrei um escrito de Chiara Lubich que em poucas palavras descreve de maneira perfeita o que tenho visto, ouvido e sentido.

Pequenos nas mãos de Deus

A pena não sabe o que deverá escrever.
O pincel não sabe o que deverá pintar.
Do mesmo modo, quando Deus se serve de uma criatura,
para fazer surgir na Igreja uma sua obra,
ela não sabe aquilo que deve fazer.
É um instrumento.
E os instrumentos de Deus em geral têm uma característica:
a pequenez, a fragilidade…
“a fim de que nenhuma criatura se possa vangloriar diante de Deus”.
Enquanto o instrumento se move nas mãos de Deus,
ele o forma com mil expedientes dolorosos e alegres.
Assim torna-o sempre mais idôneo para o trabalho que deve fazer.
Até que, pode dizer com autoridade: eu nada sou, Deus é tudo!

(Dos escritos de Chiara Lubic)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

21 De Setembro - Dia da Árvore

Hoje é comemorado o Dia da Árvore.
Quantas árvores bonitas, grandes, troncos enormes!
Quantos nomes diferentes!

Quantas espécies diferentes!
Algumas são tão altas, que nem mesmo a sua sombra podemos aproveitar. Parecem olhar as menores com um olhar de superioridade.
As menores! Ah! Nelas podemos tocar em suas folhas, sentir seu perfume e nos deliciar com seus frutos e sombras! Com seu cheiro e seu abraço!

Quantas árvores plantamos em nossa vida? 
Será que todas dão frutos? Bons frutos?

Como anda a nossa Árvore chamada Familia?
Dessa árvore depende o futuro de muita gente.
Devemos regar com o nosso amor, para que tenha raízes fortes e possa dar bons frutos.

E a nossa Árvore chamada Amigos?
Muitas folhas se vão com o vento impetuoso da inveja, com a falta de cuidados, de atenção, da desconfiança, a falta de solidariedade, compreensão, companheirismo.
Mas o bonito, é ver novas folhas  sempre surgindo!
E com essas novas folhas, a árvore fica cada vez mais bela! 
As flores são mais coloridas e os frutos, cada vez mais saborosos!
Mas como toda boa árvore que dá bons frutos, começa também as dores! As dores de cada ataque recebido para derrubar um de seus frutos.
Não bastasse derrubar, muita vezes é necessário pisar, esmagar...
Mas quando a raíz é profunda, forte, sempre haverá um recomeço!
Essa Árvore, se não a regamos, ela logo cedo, morrerá de sede! 
Sede de Amor e Carinho!

Existe também a Árvore chamada Comunidade.
Muitos galhos, muitas folhas, muitos frutos.
Mesmo que muitos desses frutos logo apodrecem e ficam impróprios para o consumo.
Mas também, tem aqueles frutos que é prazeroso saboreá-los! 
As pedradas? Inevitáveis.

Assim, também é nossa vida!
Mas o Amor de Deus é como Água em terra seca!
Nos revigora! Nos dá forças!
Na próxima Primavera daremos flores como nunca demos antes!
No Outono os frutos serão preciosos!

Portanto meu amiga, minha amiga, cuide bem de sua Árvore!
Jamais permita que ela morra de sede!

Silvanety Martins








segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Deus costuma usar a solidão
Deus costuma usar a solidão
para nos ensinar sobre a convivência.

Às vezes, usa a raiva,
para que possamos compreender
o infinito valor da paz.

Outras vezes usa o tédio,
quando quer nos mostrar a importância da
aventura e do abandono.

Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade
do que dizemos.

Às vezes usa o cansaço,
para que possamos compreender
o valor do despertar.

Outras vezes usa doença,
quando quer nos mostrar
a importância da saúde.

Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar
sobre água.

Às vezes, usa a terra,
para que possamos compreender o valor do ar.

Outras vezes usa a morte,
quando quer nos mostrar a importância da vida".

Fernando Pessoa


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Procura-se um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
Vinícius de Moraes
                                                              

terça-feira, 31 de agosto de 2010

FELICIDADE
“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se o achar segure-o!”
Fernando Pessoa