"Ser Catequista é entregar-se totalmente a Deus como instrumento de serviço na evangelização."

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Espórtulas e Taxas

A prática das espórtulas é inspirada no Novo Testamento

Espórtulas são os valores cobrados pela Igreja quando esta ministra alguns Sacramentos (Batismo, Crisma e Matrimônio), especialmente a Santa Missa por alguma intenção especial.

Em primeiro lugar é preciso deixar bem claro que esta medida longe está de querer cobrar pelo sacramento ministrado. Cada um deles é impagável porque custou o preço do Sangue precioso de Jesus para a nossa salvação. Os sete sacramentos brotaram do Coração de Jesus transpassado pela lança na Cruz. É através deles que as graças da salvação, conquistadas a nós por Cristo, chegam a nós, e isso é impagável.

Então, por que a Igreja cobra uma taxa para celebrar alguns deles?

A prática das espórtulas é inspirada no Novo Testamento e existe durante quase dois mil anos. Essa prática tem duplo sentido:

1) para quem oferece sua dádiva é uma forma de participar, de maneira mais íntima, da oblação Eucarística e dos frutos desta; é expressão da fé e do amor com que tem acesso ao Pai por Cristo no Espírito Santo. Assim as espórtulas se justificam como a expressão da fé e do amor dos fiéis que desejam participar mais intimamente dos frutos da Santa Missa.

2) para a Igreja é um meio de sustentação legítimo, baseado na tradição bíblica e que não se trata de simonia, isto é, de comércio com as coisas sagradas. Após o Concílio do Vaticano II (1962-1965), que fez um balanço da vida eclesial, considerando as suas necessidades, o Papa Paulo VI regulamentou as espórtulas da Missa, em 13/06/1974, quando publicou o Motu próprio “Firma in Traditione”, em que dizia:

"É tradição firmemente estabelecida na Igreja que os fiéis, movidos por seu espírito religioso e seu senso eclesial, acrescentem ao sacrifício eucarístico um certo sacrifício pessoal, a fim de participar mais estritamente daquele. Atendem assim às necessidades da Igreja e, mais particularmente, à subsistência dos seus sacerdotes. Isto está de acordo com o espírito das palavras do Senhor: 'o trabalhador merece o seu salário' (Lc 10,7), palavras que São Paulo lembra em sua primeira carta a Timóteo (5,18) e na primeira aos Coríntios (9,7-14)”.

"O clero que, por seu trabalho, merece receber o necessário para se sustentar, deveria ter sua subsistência garantida por um sistema de financiamento independente de ofertas feitas por particulares ou pelos fieis que peçam serviços religiosos".

Depois disso, o assunto foi regulamentado também pelo Papa João Paulo II em 22 de janeiro de 1991, no Decreto SOBRE AS ESPÓRTULAS, preparado pela Sagrada Congregação para o Clero. O Código de Direito Canônico, promulgado em 25/11/83, quando fala das espórtulas, diz, entre outras coisas:

Cânon 945 - § 1. "Segundo o costume aprovado pela Igreja, a qualquer sacerdote que celebra ou concelebra a Missa, é permitido receber a espórtula oferecida para que ele aplique a Missa segundo determinada intenção”.

§ 2. Recomenda-se vivamente aos sacerdotes que, mesmo sem receber nenhuma espórtula, celebrem a Missa segundo a intenção dos fiéis, especialmente dos pobres.

Cânon 946 – “Os fiéis que oferecem espórtula para que a Missa seja aplicada segundo suas intenções concorrem, com essa oferta, para o bem da Igreja e participam de seu empenho no sustento de seus ministros e obras”.

Cânon 947 – “Deve-se afastar completamente das espórtulas de Missas até mesmo qualquer aparência de negócio ou comércio.”

No início da Igreja, os cristãos, ao participarem da Santa Missa, levavam consigo dons naturais (pão, vinho, leite, frutas, mel...). Depois passou a se fazer doações também em dinheiro por ser mais prático. A Igreja, como uma sociedade também humana e inserida neste mundo, precisa de dinheiro para exercer a missão de pregar o Evangelho, confiada a ela pelo próprio Cristo, desde os tempos d'Ele. Os doze Apóstolos tinham uma caixa comum (cf. Jo 12,6). Jesus aceitava que algumas mulheres os ajudassem com seus bens, entre elas, Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza, Susana e várias outras (cf. Lc 8,1-3).

A primeira comunidade cristã em Jerusalém praticava a voluntária partilha de bens (cf. At 2,44; 5,1-6). Jesus elogiou a oblação da viúva no Tesouro do Templo: "Em verdade eu vos digo que esta viúva, que é pobre, lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. Pois todos os outros deram do que lhes sobrava; ela, porém, na sua penúria ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver" (Mc 12,42-44).

E aqueles que não têm dinheiro para mandar celebrar a Santa Missa?

A Igreja reza diariamente por todas as grandes intenções e necessidades da humanidade (os doentes, os moribundos, os encarcerados, os falecidos...), também pelas almas do Purgatório, em todas as Celebrações Eucarísticas. Assim, não há almas abandonadas no Purgatório por falta de dinheiro da parte dos familiares.

Quando todos os católicos pagarem o dízimo – que a Igreja não obriga que seja 10% do que a pessoa ganha, embora isso seja bom –, então, certamente não será mais preciso cobrar taxas para a celebração dos sacramentos, como o Batismo, Crisma e Matrimônio. Mas isso ainda não é comum; por isso a Igreja precisa das taxas para suas necessidades materiais.

O Código de Direito Canônico afirma:

Cânon 222 § 1. "Os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade e para o honesto sustento dos ministros."

O que o Catecismo da Igreja Católica diz no §2043: " Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo as suas capacidades, às necessidades materiais da Igreja".

FONTE: Felipe Aquino

 
“Quem não compreende um olhar,
tampouco compreenderá uma longa explicação.”
(Mário Quintana)

A arte de escutar o silêncio
Quem ama 'escuta' no olhar aquilo que os lábios ainda não são capazes de dizer

Existem situações que experienciamos nas quais parece que ninguém nos entende. Há dores que nos roubam a capacidade de nos expressarmos e, conseqüentemente, de sermos compreendidos naquilo que somos. São realidades nas quais as palavras se ausentam e não somos capazes de “nos dizer” no que pensamos e sentimos. Isso acaba inaugurando em nós um gradativo processo de solidão em virtude de não sermos conhecidos e compreendidos em nossa verdade.
São raras as pessoas que têm sensibilidade para escutar nossos “silêncios”, e paciência para, aos poucos, desvelar o mistério que somos nós.
Expressar-se é uma arte, compreender alguém também o é. Essas virtudes são fruto de muita luta e empenho, e não apenas de habilidade natural.
Penosa e desestruturante é a dor da incompreensão, do sentir-se estrangeiro no próprio território, por sentir algo e perceber que os outros não podem compreender. Dor ainda maior se faz real quando nos descobrimos julgados e encarcerados no que não somos, em conseqüência de não sermos escutados em nossa realidade, expressa em “palavras” que ainda não fomos capazes de dizer.
Pelo fato de não conseguirmos nos comunicar externando o que somos, constantemente, somos mal interpretados e confundidos em inverdades de compreensão, que nos aprisionam e nos ausentam de nossa identidade. Diante disso, acredito que amar é ter a capacidade de descobrir o outro no que ele não diz... Para descobrir alguém assim é preciso gastar tempo, é preciso observá-lo, abrindo mão dos próprios barulhos e agitações para entender a linguagem silenciosa que revela o ser. Quem ama “escuta” no olhar aquilo que os lábios ainda não são capazes de dizer.
São raras, nos tempos atuais, as pessoas que têm paciência para descobrir o outro nos detalhes, para assim poder amá-lo com inteireza. O fato é que, muitas vezes, estamos tão cheios de nós mesmos que mesmo que o outro “grite” não somos capazes de escutá-lo.
Só acompanha o outro – com qualidade – quem se esvazia das próprias razões. Quem entendeu o que é amar percebe que não pode ser o centro de tudo e que precisa dar espaço em sua vida para que o outro seja quem realmente é, revelando-se em seus valores e crenças.
Há muitos que em toda a vida são amados – se é que o são – somente a partir de uma imagem criada a seu respeito e não daquilo que verdadeiramente são. Tal realidade impõe no ser uma profunda crise, estabelecendo a solidão e a inexistência como paradoxo na compreensão do real.
Dizer-se – de maneira compreensível e encarnada – e compreender o outro são necessidades essenciais para que haja harmonia em toda e qualquer relação. Há casamentos, amizades e relacionamentos familiares que se desfiguram pelo fato de ambas as partes não terem a devida simplicidade para decodificarem (traduzirem) sua linguagem, de forma que ambos possam se compreender e ser compreendidos.
O que destrói um relacionamento não é somente a ausência de amor, mas também de boa comunicação. Comunicação que nos transporta para além do comum e nos faz descobrir os segredos que revelam concretamente uma identidade.
Que Jesus, Aquele que, por excelência, tem o dom de traduzir os “símbolos” humanos, nos ensine com a sensibilidade que emana do seu coração a real maneira compreender e se expressar, desvendando silêncios e inaugurando sempre as novas possibilidades presentes no coração.
“Nos detalhes, nas calçadas, nos poemas,
nas esquinas... sempre disse o que digo.
Porém, o eco não se fez.
Há quem perceba uma linguagem que constrói
inverdade.
Nas frases não ditas poucos escutam o silêncio.
Ele que inocente pede carona, com sede de transportar.
Transportar revelando pela força do olhar;
aquilo que a verdade não cansou de cantar com
voz eloqüente: Existe alguém aqui.”

Adriano Zandoná

quarta-feira, 10 de novembro de 2010



"Quem ama 'escuta' no olhar aquilo que os lábios ainda não são capazes de dizer."
"Amai a esta Igreja, permanecei nesta Igreja, é de vocês esta Igreja." 
(Santo Agostinho)

O valor eclesial do Sacramento da Penitência

Todo e qualquer pecado é pecado contra Deus, contra si mesmo e contra o irmão. Contra Deus porque é uma rejeição ao seu amor, última razão pela qual fomos criados e chamados a participar de sua felicidade; rejeição, portanto de seu apelo gratuito, de seu plano salvífico para conosco, de sua vontade, de seus mandamentos; recusa de sermos filhos do Pai, irmãos de Cristo e templos do Espírito Santo.
O Concílio quer inculcar na alma dos fiéis, juntamente com as conseqüências sociais do pecado, a natureza própria da penitência que detesta o pecado como ofensa feita a Deus (SC 109). O motivo primeiro do arrependimento dos pecados é a ofensa feita a Deus, isto é, a resistência ao seu amor, à recusa ou pouca estima de sua amizade, a ingratidão para com seus benefícios, o desprezo ou pouco caso da vontade divina, expressa na lei.
Evidentemente, o pecado não pode prejudicar a Deus. Sempre, porém, o ofende. O pecado ofende sempre a Deus, mesmo quando, diretamente, só atinge o próximo, porque Deus ama todos os seus filhos, quer e protege o bem deles. Por isso, o pecado só pode ser perdoado por Deus; e deve ser detestado, acima de tudo, como ofensa à sua bondade infinita. Precisamos, porém, recordar que todo pecado comporta também conseqüências sociais mais ou menos graves, mais ou menos evidentes, segundo sua natureza.
Na Igreja dos primeiros séculos, havia um senso muito vivo, do aspecto social do pecado: aos pecadores públicos eram impostas penitências públicas, e só depois de expiarem suas culpas, eram readmitidos na comunidade. Mudada com o tempo esta disciplina não se mudou o espírito. Também hoje, quem pecou gravemente é excluído da Comunhão eucarística até que se reconcilie com Deus e com a Igreja, pelo sacramento da confissão.
Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência ensina o Concílio, obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, bom exemplo e orações (LG 11).
Embora seja a confissão um ato secreto e estritamente privado, o fato de chegar o perdão de Deus ao penitente através do sacerdote exprime não só a presença da Igreja, mas também a reconciliação com ela. Por isso, o sacramento da penitência, enquanto tem valor íntimo, pessoal, para quem o recebe, tem também valor eclesial. Restabelece ou aumenta as relações de amizade com a Igreja; purifica o indivíduo, e ao mesmo tempo cura a ferida que seus pecados produziram na Igreja.
Embora sejamos muitos. Diz S. Paulo: somos um só corpo em Cristo e cada um de nós, membros uns dos outros (Rm 12, 5). Por causa da solidariedade que une todos os fiéis em Cristo aponto de formarem, nele, um só corpo, tanto o bem como o mal de cada um é bem ou mal de todos. O pecado ofende a Cristo, cabeça do Corpo místico, enquanto é ofensa a Deus e fere os membros do mesmo Corpo, enquanto prejudica espiritual ou materialmente os irmãos. Qualquer pecado, mesmo o mais oculto e pessoal, tem conseqüências prejudiciais à comunidade, porque diminui nela o nível da graça, da virtude, da santidade e aumenta aquele peso de misérias que impede o caminho para Deus. Assim como um só ato de caridade aumenta o amor em toda a Igreja, assim também um só ato de desamor o diminui.
Muitas vezes o pecado prejudica o próximo, de modo mais direto, como acontece com as faltas contra a justiça, a sinceridade, a caridade, o respeito pela pessoa e pelas coisas alheias. Assim exige justa reparação, e o sacramento da penitência a isto provê, seja porque o sacerdote, sendo, ao mesmo tempo, representante de Deus e da Igreja, perdoa os pecados em nome de Deus e da Igreja e, portanto, também em nome da comunidade, seja porque, impondo a penitência sacramental, indica ao penitente como reparar o prejuízo causado ao próximo.
Em todos os casos, deve o penitente aproximar-se desse sacramento com consciência eclesial, comunitária, ou seja, não unicamente em vista da conversão pessoal ou do progresso e salvação da própria alma, e sim também em vista do proveito dos irmãos. Há de desejar reparar o mal que fez aos irmãos com os próprios pecados; há de esforçar-se por levar à sociedade e à Igreja aquela contribuição de santidade a que é obrigado, por força do batismo.
A Igreja só resplandece no mundo e atrai os homens a Deus, na medida de sua própria santidade. E é ela mais ou menos santa conforme a santidade de seus filhos. Necessita de maior ou menor purificação conforme as culpas e deficiências deles. O que já existe de censurável na Igreja, cuidem muito os fiéis de não aumentar com os próprios pecados. Ao contrário. Para diminuir o mal na sua Mãe Igreja, não cesse de fazer penitência e de renovar-se (LG 8). Assim, quanto dele depende, será a Igreja, como a quer Cristo, sem mancha, nem ruga... Mas imaculada e santa (Ef 5,27).

Eduardo Rocha Quintella
Bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora Minas Gerais

Sejamos por inteiro, um único coração adorador!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

FAMÍLIA: Santuário da vida.
Merece o respeito de todos!


Harmonia conjugal


 

Sempre é bom recordar a conclusão de uma equipe
 de psicólogos
 que trabalhava em terapia conjugal, e que escreveu
 dez conselhos
 para a boa harmonia do casal.

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo.
 A todo custo evitar a explosão. 
Quanto mais a situação é complicada, 
mais a calma é necessária.

2. Nunca gritar um com o outro.
 A não ser que a casa esteja pegando fogo. 
Quem tem bons argumentos não precisa gritar. 
Quanto mais alguém grita, menos é ouvido.

3. Se alguém deve ganhar na discussão
, deixar que seja o outro.
 Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor.

4. Se for inevitável chamar a atenção,
 fazê-lo com amor.
 Antes de apontar um defeito, é sempre aconselhável
 apresentar
 duas qualidades do outro.
 Reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. 
Escolha o momento certo para falar ao outro, 
quando ele estiver calmo; nunca na frente de outras pessoas;
 e com muito jeito e carinho.

5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado.
 A pessoa é sempre maior que seus erros, 
e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos.

6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável,
 menos com o cônjuge.
 Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, 
pois a felicidade nasce das pequenas coisas.
 A falta de atenção para com o cônjuge demonstra 
desprezo para com o outro.

7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo.
 No dia seguinte o problema poderá ser bem maior.
 Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução.
 Quando o casal dorme brigado, o demônio dá um jeito de 
deitar no meio dos dois.

8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro
 uma palavra carinhosa.
 Muitos têm reservas enormes de ternura,
 mas esquecem de expressá-las em voz alta.

9. Cometendo um erro, saiba admitir e pedir desculpas. 
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o 
seu erro demonstra ser honesta, consigo mesma e com o outro. 
É nobre pedir perdão!

10. Quando um não quer, dois não brigam. 
Será preciso então que alguém tome a iniciativa de 
quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga.
 Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza,
 maturidade e amor.

Todos nós temos a necessidade de um “bode expiatório”
 quando algo adverso nos ocorre.
 Quase que inconscientemente queremos, como se diz,
 “pegar alguém para Cristo”, 
a fim de desabafar as nossas mágoas e tensões. 
Isto é um mecanismo de compensação psicológica que age
 em todos nós nas horas amargas,
 mas é um grande perigo na vida familiar. 
Quantas e quantas vezes acabam “pagando o pato” 
as pessoas que nada têm a ver com o problema que nos afetou. 
Às vezes são os filhos que apanham do pai que chega em 
casa nervoso e cansado; 
outras vezes é a esposa ou o marido que recebe do outro
 uma enxurrada de lamentações,
 reclamações e ofensas, sem quase nada ter a ver com o problema em si.



por Prof. Felipe Aquino 
cleofas.com.br

"Conta a lenda, que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre. E o velho não poupou insultos...
Chegou até a jogar algumas pedras em direção ao sábio, cuspiu e gritou todos os tipos de ofensas.  Durante horas, ele fez tudo para provocá-lo, mas o sábio permaneceu impassível! 
No final da tarde,  sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e foi embora...
 Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade. Aí o mestre perguntou:
"Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente?"
"A quem tentou entregá-lo", respondeu um dos discípulos.
O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava! A sua paz interior depende exclusivamente de você.
 Ninguém pode lhe tirar a calma.
Só se você permitir..."


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

1ª JORNADA MISSIONÁRIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Parabéns a todas as crianças e adolescentes que deram o seu SIM!!!
Jesus conta com vocês...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Em busca de um silêncio que o mundo não faz...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O NASCER PARA O ALÉM...
Há quem morra todos os dias. 
Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza. 
Morre um dia, mas nasce outro. 
Morre a semente, mas nasce a flor. 
Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.

Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida. 
Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus. 
Triste é ver gente morrendo por antecipação... 
De desgosto, de tristeza, de solidão. 
Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida. 
Essa gente empurrando a vida. 
Gritando, perdendo-se. 
Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.

E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez. 
Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: - porque não há formas para se tocar. 
Presença: - porque se pode sentir. 
Essa lágrima cristalizada, distante e intocável. 
Essa saudade machucando o coração. 
Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso. 
Ah! Aqueles que já partiram! 
Aqueles que viveram entre nós.
Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida. 
Foram para o além deixando este vazio inconsolável. 
Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer. 
Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em oração, o
ruído de seus passos e o som de suas vozes.
A lembrança dos dias alegres. 
Daquela mão nos amparando. 
Daquela lágrima que vimos correr.
Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto.
Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias. 
Essa prece que diz tudo. 
Esse soluço que morre na garganta...

E... 
Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós. 
Esta lembrança dos que já foram para a eternidade. 
Meu Deus!
Que ausência tão cheia de presença! 
Que morte tão cheia de esperança e de vida!


Texto: Padre Juca 
Adaptação: Sandra Zilio


HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS


O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.
É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.
Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos". O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.
Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação
Fonte: http://www.arquidiocese-sp.org.br

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

1º DE NOVEMBRO:
Dia de Todos os Santos

"Os santos nascem humanos e são 'peritos em humanismo'. Não se colocam acima dos outros homens e mulheres, nem se afastam dos pecadores. Humanos e cheios de misericórdia, os santos estão convencidos que são grandes pecadores, mas percebem o triunfo de Deus em suas vidas. Nos santos celebramos a vitória da graça de Cristo. É Deus que faz os santos, operando neles grandes coisas". 





Chamados à Santidade


No mês de novembro, uma das datas importantes do calendário litúrgico é a solenidade de Todos os Santos. Os primeiros cristãos tinham uma forte convicção de que Jesus Cristo, o Senhor, transmite-nos a santidade de Deus e santifica toda a humanidade. Esta convicção era tão forte que os cristãos se chamavam de santos (At 26,10; Ef 3,8; Fil 4,21...). A celebração de todos os santos situa-se neste contexto. Celebramos a santidade comum de todos aqueles que, para além da morte, participam plenamente da Assembléia dos Santos, e com suas vestes brancas, cantam hinos de louvor e ação de graças aos pés do Cordeiro (Apoc 7,2-14).
Mas a santidade não é só para os que já morreram. Todos somos chamados à santidade: "Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação" (1 Tes 4,3). Ela não é fruto do esforço humano, que procura alcançar a Deus com suas forças, e até com heroísmo. É um Dom do amor de Deus acompanhado da resposta do homem, que acolhe o dom, pois Cristo deu a sua vida pela nossa santificação (Ef 5,25-26)

Jesus veio mostrar que o Amor de Deus por nós é incondicional: o Pai nos ama com o mesmo amor que ama o Filho, e o Filho nos ama com o mesmo amor que ama o Pai. Não devemos merecer nem ganhar este amor: é um dom , totalmente gratuito. É Deus quem toma a iniciativa de vir ao nosso encontro, encarnando-se em nossa história. Em Jesus de Nazaré, o Verbo de Deus se encarna e revela a face misericordiosa do Pai. Ele não exige que sejamos sem falhas e limites. Simplesmente nos oferece sua misericórdia e nos pede que a acolhamos - "Mas nisto Deus prova seu amor para Conosco: Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores" (Rom 5,8).
Isto significa que Deus, na sua misericórdia, nos chama à santidade. E o pecado não nos impede de sermos santos. Jesus nos ensina que o homem que se reconhece pecador e que só Deus salva está no caminho da Santidade (Lc 18,9-14). Deus ama o pecador. O pecado não impede a Deus de nos amar, mas mostra que não amamos suficientemente a Deus: "E se não formos fiéis, Ele ainda continuará fiel a nós, porque não pode negar a si mesmo" (2 Tm 2,13). O Amor de Deus é sem limites, não conhece restrição, envolve tudo, é maior que qualquer pecado: "Onde o pecado se multiplicou, a graça superabundou" (Rom 5,20). Assim, não somos nós que fazemos a Santidade. Ela é dada por Deus, que nos santifica com nossos vícios, pecados, traumas... Deus nos dá a graça de amarmos com nossa fragilidade, de fazermos o bem agora, de servirmos ao irmão, de nos convertermos.

Deste modo, a Santidade não é fruto de um esforço de fazer perder o fôlego. É a capacidade de ultrapassarmos nossas próprias condenações, de nos olharmos como olhar de amor e ternura com que Deus nos olha, e continuarmos a fazer o bem no meio de nossa fraqueza. É descer até as profundezas da humildade, reconhecendo a própria fraqueza e pedindo a Deus a Graça da Santificação: "A minha graça te basta; o meu poder manifesta-se plenamente na fraqueza, ... pois quando sou fraco, então é que sou forte" (2 Cor 12,9-10). A força da Santidade vem na medida em que nos esvaziamos e damos espaço para o Espírito agir e santificar-nos, pois santo é quem, ao saber acolhido incondicionalmente por Deus, aceita sua fraqueza e deixa-se levar por Aquele que o ama.

Deste modo, neste mês em que celebramos a festa de Todos os Santos, vamos lembrar também esta nossa vocação à santidade que deve se realizar a cada dia de nossas vidas, numa atitude de acolhida à Graça de Deus e numa busca de viver de maneira coerente, como quem acolhe a Graça. Vamos rezar pela multidão de santos e santas anônimos, que na rotina de seu cotidiano constroem O Reino de Deus, tomando presente a Misericórdia na história pela doação de suas vidas num serviço humilde, gratuito e escondido. E vamos pedir a Ele a graça de, em meio as nossas fraquezas e pecados, sermos capazes de, cada vez mais, testemunhar a santidade em nosso mundo.

Para rezar

Coloco-me diante do Senhor e leio Lc 10,25-37. O que Ele me ensina sobre a vivência da santidade através deste texto? Quem está mais próximo da santidade? Basta o esforço de observar preceitos para viver a santidade?

Padre Emmanuel do Silva e Araujo, SJ PUC - Centro Loyola Rio de Janeiro

Santidade é objetivo da vida do cristão, diz Bento XVI

O Papa recordou que a Solenidade de Todos os Santos nos convida a meditar sobre a plenitude da vida divina que nos espera. "A santidade - imprimir Cristo em si mesmo, é o objetivo da vida do cristão e nós saboreamos antecipadamente o dom e a beleza da santidade toda vez que participamos da Liturgia Eucarística, em comunhão com a multidão imensa de espíritos beatos, que no Céu aclamam eternamente a salvação de Deus e do Cordeiro", afirmou o Santo Padre.

"A vida dos Santos, não pertence somente a sua biografia terrena, mas também o seu viver e agir, em Deus, depois da morte. Nos Santos, torna-se óbvio como quem caminha para Deus não se afasta dos homens, pelo contrário, torna-se verdadeiramente próximo a eles", disse Bento XVI citando a sua Encíclica  Deus caritas est.

E recordando os desafios diários que enfrentamos, o Santo Padre destacou que "o Senhor nos dá a graça para suportar as provações desta vida terrena, as injustiças, as incompreensões e as perseguições".

Em seguida, o Papa destacou que nesta terça-feira a Igreja recorda os fiéis falecidos e ressaltou que "a separação terrena de nossos entes queridos é certamente dolorosa, mas acompanhada com a oração de sufrágio da Igreja, a morte não pode quebrar a ligação profunda que nos une a Cristo".

O Pontífice confiou aos cuidados da Virgem Maria a nossa peregrinação rumo à Pátria Celeste e invocou sua maternal intercessão para o descanso eterno de todos os nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição.

Depois da oração do Ângelus, o Papa expressou seu pesar pelo atentado ocorrido neste domingo, em uma Igreja de Badgá, que feriu cerca de 40 pessoas e deixou 57 feridos. Bento XVI renovou seu "apelo a favor da paz", afirmando que "ela é dom de Deus, mas é também o resultado dos esforços dos homens de boa vontade, das instituições nacionais e internacionais".