"Ser Catequista é entregar-se totalmente a Deus como instrumento de serviço na evangelização."

sábado, 20 de novembro de 2010

CULTIVANDO AMIZADES

Na prática, algumas pessoas têm facilidade em estabelecer contatos, enquanto outras são tímidas.
As relações com as pessoas são de troca de bens e serviços, mas também de informações, idéias, sentimentos, cumplicidade, experiências, confiança...
A conquista afetiva de um contato se dá no cultivo do relacionamento.
Desde a aproximação até o desenvolvimento, é importante ser o mais natural possível.
Ninguém conhece alguém hoje e amanhã diz que é seu melhor amigo ou melhor amiga.
O sentimento da amizade, é conquista diária. É confiança sendo adquirida aos poucos.
Quando se conquista, é importante cultivar, ouvir, falar, ser cúmplice nas alegrias mas também nas horas difíceis.
OS conflitos também acontecem. Mas com a amizade construiremos tudo novamente,
cada vez de forma diferente sendo inesquecível cada momento.
Infelizmente o que vemos acontecer nem sempre é o que desejamos.
Podemos dizer que existem diversos tipos de grupos: grupo de trabalho, de mutirão, de pessoas, de organizações e até de "Anjos".
Mas  independente do grupo que você participa, seja coerente.
Faça de suas palavras aquilo que você faz.
Respeite as limitações daqueles que estão próximo de você e daqueles que estão distantes também.
Faça de seus relacionamentos algo duradouro. Plante, cultive e verás os frutos, caso contrário, não se lamente.
Será apenas mais uma amizade, mais um relacionamento a ser lembrado por alguém.
(Silvanety)


 " Há pessoas que nos falam e nem as escutamos; há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam. Mas há pessoas que, simplesmente, aparecem em nossa vida e que marcam para sempre." (Cecília Meireles)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Amiga, olha como elas eram... Foi como essa aqui ... Mas a cada pétala eu depositei uma quantidade enorme de carinho por ti.

Beijossss

ANO LITÚRGICO

Estamos chegando ao final do Ano Litúrgico! Com o Domingo de Cristo Rei, no 34º domingo do Tempo Comum estaremos iniciando a última semana do calendário eclesiástico. Quanto melhor participamos da liturgia mais aprofundamos a nossa vida de fé.
No decorrer do ano, a Santa Igreja comemora em dias determinados a obra salvífica de Cristo. A cada semana, no dia chamado domingo (dia do Senhor), ela recorda a Ressurreição do Senhor, que celebra também, uma vez por ano, com a bem-aventurada paixão na solenidade máxima da Páscoa. Durante o ciclo anual desenvolve-se todo mistério de Cristo e, a partir dele, comemora-se as festas da Igreja e demais festas dos santos. Contudo, não devemos ver o ciclo anual da liturgia como um círculo onde os fatos tornam a acontecer a cada ano, se repetem continuamente, mas como uma espiral onde os fatos são únicos e irrepetíveis e que sempre e cada vez mais nos conduzem, a cada momento com mais clareza, para a compreensão do Mistério de Cristo.
Também os judeus tinham as festa durante o ano que, na experiência anual do tempo, celebravam os benefícios de Deus em favor do povo escolhido, sobretudo sua libertação do Egito, a marcha pelo deserto e a Aliança do Sinai. Assim também a consciência cristã foi assumindo as festas principais da nossa fé, as ações salvíficas de Cristo, e distribuindo-as durante um ano. Durante o tempo litúrgico o centro é o Mistério Pascal, que ilumina todos os demais momentos do ano.  Nos vários tempos do ano litúrgico, a Igreja vive os mistérios da fé à luz da Palavra de Deus e participando dos sacramentos que nos santificam.
O Concílio Vaticano II recorda que a santa mãe Igreja considera seu dever celebrar, em determinados dias do ano, a memória sagrada da obra de salvação do seu divino Esposo. Em cada semana, no dia a que chamou domingo, celebra a da Ressurreição do Senhor, como a celebra também uma vez no ano, na Páscoa, a maior das solenidades, unida à memória da sua Paixão. Distribui todo o mistério de Cristo pelo correr do ano, da Encarnação e Nascimento à Ascensão, ao Pentecostes, à expectativa da feliz esperança e da vinda do Senhor. Com esta recordação dos mistérios da Redenção, a Igreja oferece aos fiéis as riquezas das obras e merecimentos do seu Senhor, a ponto de torná-los como que presentes a todo o tempo, para que os fiéis, em contacto com eles, se encham de graça (cf. SC 102).
Além disso, no ano litúrgico se celebram as festas da Bem Aventurada Virgem Maria, dos Mártires e dos Santos: “Na celebração deste ciclo anual dos mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com especial amor, porque indissoluvelmente unida à obra de salvação do seu Filho, a Bem Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, em quem vê e exalta o mais excelso fruto da Redenção; em quem contempla, qual imagem puríssima, o que ela, toda ela, com alegria deseja e espera ser.
A Igreja inseriu também no ciclo anual a memória dos Mártires e outros Santos, os quais, tendo pela graça multiforme de Deus atingido a perfeição e alcançado a salvação eterna, cantam hoje a Deus no céu o louvor perfeito e intercedem por nós. Ao celebrar o “dies natalis”, ou verdadeiro dia do nascimento, (dia da morte) dos Santos, proclama o mistério pascal realizado na paixão e glorificação deles com Cristo, e propõe aos fiéis os seus exemplos, que conduzem os homens ao Pai por Cristo, e implora pelos seus méritos as bênçãos de Deus (cfr. SC 103-104).
O Ano Litúrgico contém as datas dos acontecimentos da História da Salvação. Não coincide com o ano civil, que começa no dia primeiro de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. Ele começa e termina quatro semanas antes do Natal. Tem como centro a Páscoa, que é marcada conforme o calendário lunar. Compõe-se de dois grandes ciclos: o Natal e a Páscoa, além do Tempo Comum. São como dois pólos em torno dos quais gira todo o Ano Litúrgico.
O Natal tem um tempo de preparação, que é o Advento; e a Páscoa tem também um tempo de preparação, que é a Quaresma. Ao lado do Natal e da Páscoa está um período longo, de 34 semanas, chamado Tempo Comum. O Ano Litúrgico começa com o Primeiro Domingo do Advento e termina com o último sábado do Tempo Comum, que é na véspera do Primeiro Domingo do Advento.
No final de um Ano litúrgico e no início doutro, somos convidados a tomar a mais profunda consciência do papel que a Liturgia tem na vida da Igreja. Ela assinala o seu caminho no tempo, alimentando incessantemente a sua fé, a esperança e o amor. O ano litúrgico é delineado com amplo respiro teológico e espiritual o culto público da Igreja, distinguindo entre o que nele há de imutável e o que, ao contrário, está sujeito a evoluções e modificações.
Confiamos à Bem Aventurada Virgem Maria, em ação de graças e reconhecidos, o Ano litúrgico que se encerra e o próximo já às portas. O seu exemplo nos ajude a viver os dias, as semanas e os anos que passam abertos e dóceis à ação da graça divina, para sermos no final partícipes da eterna Liturgia do Céu, aonde não haverá nem doença, nem dor e nenhuma manifestação de morte, mas a festa permanente da liturgia divina da vida eterna.
Dom Orani João Tempesta

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

JESUS
Rosto humano de Deus,
rosto humano do homem.


Exiba Jesus-3.jpg na apresentação de slides
"Jesus Cristo, é a boa nova da salvação comunicada aos homens de ontem, de hoje e de sempre; mas, ao mesmo tempo, ele é também o primeiro e supremo evangelizador.

A Igreja deve colocar o centro de sua atenção pastoral em Cristo. Por isso a Igreja na América deve falar cada vez mais de Jesus Cristo, rosto humano de Deus e rosto divino do homem. É esse anúncio que verdadeiramente mexe com os homens, que desperta e transforma os ânimos, ou seja, que converte."

Cf. João Paulo II, Ecclesia in America, nº 67




quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Um amigo é aquele que chega quando todo o mundo já se foi".

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Depois de dois dias no hospital com minha filha doente seguido de três dias de Retiro Missionário Diocesano, estou aqui para dizer a cada um que visita este blog: Deus nos ama e nos faz mais forte a cada manhã. Basta acreditar.
Foram dias intensos, mas também dias de reflexão.
E mesmo estando cansada, fui ao retiro, e lá recebi um carinho de Deus. Na verdade, recebi de forma concreta uma demonstração do grande amor de Deus por mim!

Obrigada Senhor!

Silvanety Martins

Espórtulas e Taxas

A prática das espórtulas é inspirada no Novo Testamento

Espórtulas são os valores cobrados pela Igreja quando esta ministra alguns Sacramentos (Batismo, Crisma e Matrimônio), especialmente a Santa Missa por alguma intenção especial.

Em primeiro lugar é preciso deixar bem claro que esta medida longe está de querer cobrar pelo sacramento ministrado. Cada um deles é impagável porque custou o preço do Sangue precioso de Jesus para a nossa salvação. Os sete sacramentos brotaram do Coração de Jesus transpassado pela lança na Cruz. É através deles que as graças da salvação, conquistadas a nós por Cristo, chegam a nós, e isso é impagável.

Então, por que a Igreja cobra uma taxa para celebrar alguns deles?

A prática das espórtulas é inspirada no Novo Testamento e existe durante quase dois mil anos. Essa prática tem duplo sentido:

1) para quem oferece sua dádiva é uma forma de participar, de maneira mais íntima, da oblação Eucarística e dos frutos desta; é expressão da fé e do amor com que tem acesso ao Pai por Cristo no Espírito Santo. Assim as espórtulas se justificam como a expressão da fé e do amor dos fiéis que desejam participar mais intimamente dos frutos da Santa Missa.

2) para a Igreja é um meio de sustentação legítimo, baseado na tradição bíblica e que não se trata de simonia, isto é, de comércio com as coisas sagradas. Após o Concílio do Vaticano II (1962-1965), que fez um balanço da vida eclesial, considerando as suas necessidades, o Papa Paulo VI regulamentou as espórtulas da Missa, em 13/06/1974, quando publicou o Motu próprio “Firma in Traditione”, em que dizia:

"É tradição firmemente estabelecida na Igreja que os fiéis, movidos por seu espírito religioso e seu senso eclesial, acrescentem ao sacrifício eucarístico um certo sacrifício pessoal, a fim de participar mais estritamente daquele. Atendem assim às necessidades da Igreja e, mais particularmente, à subsistência dos seus sacerdotes. Isto está de acordo com o espírito das palavras do Senhor: 'o trabalhador merece o seu salário' (Lc 10,7), palavras que São Paulo lembra em sua primeira carta a Timóteo (5,18) e na primeira aos Coríntios (9,7-14)”.

"O clero que, por seu trabalho, merece receber o necessário para se sustentar, deveria ter sua subsistência garantida por um sistema de financiamento independente de ofertas feitas por particulares ou pelos fieis que peçam serviços religiosos".

Depois disso, o assunto foi regulamentado também pelo Papa João Paulo II em 22 de janeiro de 1991, no Decreto SOBRE AS ESPÓRTULAS, preparado pela Sagrada Congregação para o Clero. O Código de Direito Canônico, promulgado em 25/11/83, quando fala das espórtulas, diz, entre outras coisas:

Cânon 945 - § 1. "Segundo o costume aprovado pela Igreja, a qualquer sacerdote que celebra ou concelebra a Missa, é permitido receber a espórtula oferecida para que ele aplique a Missa segundo determinada intenção”.

§ 2. Recomenda-se vivamente aos sacerdotes que, mesmo sem receber nenhuma espórtula, celebrem a Missa segundo a intenção dos fiéis, especialmente dos pobres.

Cânon 946 – “Os fiéis que oferecem espórtula para que a Missa seja aplicada segundo suas intenções concorrem, com essa oferta, para o bem da Igreja e participam de seu empenho no sustento de seus ministros e obras”.

Cânon 947 – “Deve-se afastar completamente das espórtulas de Missas até mesmo qualquer aparência de negócio ou comércio.”

No início da Igreja, os cristãos, ao participarem da Santa Missa, levavam consigo dons naturais (pão, vinho, leite, frutas, mel...). Depois passou a se fazer doações também em dinheiro por ser mais prático. A Igreja, como uma sociedade também humana e inserida neste mundo, precisa de dinheiro para exercer a missão de pregar o Evangelho, confiada a ela pelo próprio Cristo, desde os tempos d'Ele. Os doze Apóstolos tinham uma caixa comum (cf. Jo 12,6). Jesus aceitava que algumas mulheres os ajudassem com seus bens, entre elas, Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza, Susana e várias outras (cf. Lc 8,1-3).

A primeira comunidade cristã em Jerusalém praticava a voluntária partilha de bens (cf. At 2,44; 5,1-6). Jesus elogiou a oblação da viúva no Tesouro do Templo: "Em verdade eu vos digo que esta viúva, que é pobre, lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. Pois todos os outros deram do que lhes sobrava; ela, porém, na sua penúria ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver" (Mc 12,42-44).

E aqueles que não têm dinheiro para mandar celebrar a Santa Missa?

A Igreja reza diariamente por todas as grandes intenções e necessidades da humanidade (os doentes, os moribundos, os encarcerados, os falecidos...), também pelas almas do Purgatório, em todas as Celebrações Eucarísticas. Assim, não há almas abandonadas no Purgatório por falta de dinheiro da parte dos familiares.

Quando todos os católicos pagarem o dízimo – que a Igreja não obriga que seja 10% do que a pessoa ganha, embora isso seja bom –, então, certamente não será mais preciso cobrar taxas para a celebração dos sacramentos, como o Batismo, Crisma e Matrimônio. Mas isso ainda não é comum; por isso a Igreja precisa das taxas para suas necessidades materiais.

O Código de Direito Canônico afirma:

Cânon 222 § 1. "Os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja, a fim de que ela possa dispor do que é necessário para o culto divino, para as obras de apostolado e de caridade e para o honesto sustento dos ministros."

O que o Catecismo da Igreja Católica diz no §2043: " Os fiéis cristãos têm ainda a obrigação de atender, cada um segundo as suas capacidades, às necessidades materiais da Igreja".

FONTE: Felipe Aquino

 
“Quem não compreende um olhar,
tampouco compreenderá uma longa explicação.”
(Mário Quintana)

A arte de escutar o silêncio
Quem ama 'escuta' no olhar aquilo que os lábios ainda não são capazes de dizer

Existem situações que experienciamos nas quais parece que ninguém nos entende. Há dores que nos roubam a capacidade de nos expressarmos e, conseqüentemente, de sermos compreendidos naquilo que somos. São realidades nas quais as palavras se ausentam e não somos capazes de “nos dizer” no que pensamos e sentimos. Isso acaba inaugurando em nós um gradativo processo de solidão em virtude de não sermos conhecidos e compreendidos em nossa verdade.
São raras as pessoas que têm sensibilidade para escutar nossos “silêncios”, e paciência para, aos poucos, desvelar o mistério que somos nós.
Expressar-se é uma arte, compreender alguém também o é. Essas virtudes são fruto de muita luta e empenho, e não apenas de habilidade natural.
Penosa e desestruturante é a dor da incompreensão, do sentir-se estrangeiro no próprio território, por sentir algo e perceber que os outros não podem compreender. Dor ainda maior se faz real quando nos descobrimos julgados e encarcerados no que não somos, em conseqüência de não sermos escutados em nossa realidade, expressa em “palavras” que ainda não fomos capazes de dizer.
Pelo fato de não conseguirmos nos comunicar externando o que somos, constantemente, somos mal interpretados e confundidos em inverdades de compreensão, que nos aprisionam e nos ausentam de nossa identidade. Diante disso, acredito que amar é ter a capacidade de descobrir o outro no que ele não diz... Para descobrir alguém assim é preciso gastar tempo, é preciso observá-lo, abrindo mão dos próprios barulhos e agitações para entender a linguagem silenciosa que revela o ser. Quem ama “escuta” no olhar aquilo que os lábios ainda não são capazes de dizer.
São raras, nos tempos atuais, as pessoas que têm paciência para descobrir o outro nos detalhes, para assim poder amá-lo com inteireza. O fato é que, muitas vezes, estamos tão cheios de nós mesmos que mesmo que o outro “grite” não somos capazes de escutá-lo.
Só acompanha o outro – com qualidade – quem se esvazia das próprias razões. Quem entendeu o que é amar percebe que não pode ser o centro de tudo e que precisa dar espaço em sua vida para que o outro seja quem realmente é, revelando-se em seus valores e crenças.
Há muitos que em toda a vida são amados – se é que o são – somente a partir de uma imagem criada a seu respeito e não daquilo que verdadeiramente são. Tal realidade impõe no ser uma profunda crise, estabelecendo a solidão e a inexistência como paradoxo na compreensão do real.
Dizer-se – de maneira compreensível e encarnada – e compreender o outro são necessidades essenciais para que haja harmonia em toda e qualquer relação. Há casamentos, amizades e relacionamentos familiares que se desfiguram pelo fato de ambas as partes não terem a devida simplicidade para decodificarem (traduzirem) sua linguagem, de forma que ambos possam se compreender e ser compreendidos.
O que destrói um relacionamento não é somente a ausência de amor, mas também de boa comunicação. Comunicação que nos transporta para além do comum e nos faz descobrir os segredos que revelam concretamente uma identidade.
Que Jesus, Aquele que, por excelência, tem o dom de traduzir os “símbolos” humanos, nos ensine com a sensibilidade que emana do seu coração a real maneira compreender e se expressar, desvendando silêncios e inaugurando sempre as novas possibilidades presentes no coração.
“Nos detalhes, nas calçadas, nos poemas,
nas esquinas... sempre disse o que digo.
Porém, o eco não se fez.
Há quem perceba uma linguagem que constrói
inverdade.
Nas frases não ditas poucos escutam o silêncio.
Ele que inocente pede carona, com sede de transportar.
Transportar revelando pela força do olhar;
aquilo que a verdade não cansou de cantar com
voz eloqüente: Existe alguém aqui.”

Adriano Zandoná

quarta-feira, 10 de novembro de 2010



"Quem ama 'escuta' no olhar aquilo que os lábios ainda não são capazes de dizer."
"Amai a esta Igreja, permanecei nesta Igreja, é de vocês esta Igreja." 
(Santo Agostinho)

O valor eclesial do Sacramento da Penitência

Todo e qualquer pecado é pecado contra Deus, contra si mesmo e contra o irmão. Contra Deus porque é uma rejeição ao seu amor, última razão pela qual fomos criados e chamados a participar de sua felicidade; rejeição, portanto de seu apelo gratuito, de seu plano salvífico para conosco, de sua vontade, de seus mandamentos; recusa de sermos filhos do Pai, irmãos de Cristo e templos do Espírito Santo.
O Concílio quer inculcar na alma dos fiéis, juntamente com as conseqüências sociais do pecado, a natureza própria da penitência que detesta o pecado como ofensa feita a Deus (SC 109). O motivo primeiro do arrependimento dos pecados é a ofensa feita a Deus, isto é, a resistência ao seu amor, à recusa ou pouca estima de sua amizade, a ingratidão para com seus benefícios, o desprezo ou pouco caso da vontade divina, expressa na lei.
Evidentemente, o pecado não pode prejudicar a Deus. Sempre, porém, o ofende. O pecado ofende sempre a Deus, mesmo quando, diretamente, só atinge o próximo, porque Deus ama todos os seus filhos, quer e protege o bem deles. Por isso, o pecado só pode ser perdoado por Deus; e deve ser detestado, acima de tudo, como ofensa à sua bondade infinita. Precisamos, porém, recordar que todo pecado comporta também conseqüências sociais mais ou menos graves, mais ou menos evidentes, segundo sua natureza.
Na Igreja dos primeiros séculos, havia um senso muito vivo, do aspecto social do pecado: aos pecadores públicos eram impostas penitências públicas, e só depois de expiarem suas culpas, eram readmitidos na comunidade. Mudada com o tempo esta disciplina não se mudou o espírito. Também hoje, quem pecou gravemente é excluído da Comunhão eucarística até que se reconcilie com Deus e com a Igreja, pelo sacramento da confissão.
Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência ensina o Concílio, obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, bom exemplo e orações (LG 11).
Embora seja a confissão um ato secreto e estritamente privado, o fato de chegar o perdão de Deus ao penitente através do sacerdote exprime não só a presença da Igreja, mas também a reconciliação com ela. Por isso, o sacramento da penitência, enquanto tem valor íntimo, pessoal, para quem o recebe, tem também valor eclesial. Restabelece ou aumenta as relações de amizade com a Igreja; purifica o indivíduo, e ao mesmo tempo cura a ferida que seus pecados produziram na Igreja.
Embora sejamos muitos. Diz S. Paulo: somos um só corpo em Cristo e cada um de nós, membros uns dos outros (Rm 12, 5). Por causa da solidariedade que une todos os fiéis em Cristo aponto de formarem, nele, um só corpo, tanto o bem como o mal de cada um é bem ou mal de todos. O pecado ofende a Cristo, cabeça do Corpo místico, enquanto é ofensa a Deus e fere os membros do mesmo Corpo, enquanto prejudica espiritual ou materialmente os irmãos. Qualquer pecado, mesmo o mais oculto e pessoal, tem conseqüências prejudiciais à comunidade, porque diminui nela o nível da graça, da virtude, da santidade e aumenta aquele peso de misérias que impede o caminho para Deus. Assim como um só ato de caridade aumenta o amor em toda a Igreja, assim também um só ato de desamor o diminui.
Muitas vezes o pecado prejudica o próximo, de modo mais direto, como acontece com as faltas contra a justiça, a sinceridade, a caridade, o respeito pela pessoa e pelas coisas alheias. Assim exige justa reparação, e o sacramento da penitência a isto provê, seja porque o sacerdote, sendo, ao mesmo tempo, representante de Deus e da Igreja, perdoa os pecados em nome de Deus e da Igreja e, portanto, também em nome da comunidade, seja porque, impondo a penitência sacramental, indica ao penitente como reparar o prejuízo causado ao próximo.
Em todos os casos, deve o penitente aproximar-se desse sacramento com consciência eclesial, comunitária, ou seja, não unicamente em vista da conversão pessoal ou do progresso e salvação da própria alma, e sim também em vista do proveito dos irmãos. Há de desejar reparar o mal que fez aos irmãos com os próprios pecados; há de esforçar-se por levar à sociedade e à Igreja aquela contribuição de santidade a que é obrigado, por força do batismo.
A Igreja só resplandece no mundo e atrai os homens a Deus, na medida de sua própria santidade. E é ela mais ou menos santa conforme a santidade de seus filhos. Necessita de maior ou menor purificação conforme as culpas e deficiências deles. O que já existe de censurável na Igreja, cuidem muito os fiéis de não aumentar com os próprios pecados. Ao contrário. Para diminuir o mal na sua Mãe Igreja, não cesse de fazer penitência e de renovar-se (LG 8). Assim, quanto dele depende, será a Igreja, como a quer Cristo, sem mancha, nem ruga... Mas imaculada e santa (Ef 5,27).

Eduardo Rocha Quintella
Bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora Minas Gerais

Sejamos por inteiro, um único coração adorador!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

FAMÍLIA: Santuário da vida.
Merece o respeito de todos!


Harmonia conjugal


 

Sempre é bom recordar a conclusão de uma equipe
 de psicólogos
 que trabalhava em terapia conjugal, e que escreveu
 dez conselhos
 para a boa harmonia do casal.

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo.
 A todo custo evitar a explosão. 
Quanto mais a situação é complicada, 
mais a calma é necessária.

2. Nunca gritar um com o outro.
 A não ser que a casa esteja pegando fogo. 
Quem tem bons argumentos não precisa gritar. 
Quanto mais alguém grita, menos é ouvido.

3. Se alguém deve ganhar na discussão
, deixar que seja o outro.
 Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor.

4. Se for inevitável chamar a atenção,
 fazê-lo com amor.
 Antes de apontar um defeito, é sempre aconselhável
 apresentar
 duas qualidades do outro.
 Reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. 
Escolha o momento certo para falar ao outro, 
quando ele estiver calmo; nunca na frente de outras pessoas;
 e com muito jeito e carinho.

5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado.
 A pessoa é sempre maior que seus erros, 
e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos.

6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável,
 menos com o cônjuge.
 Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, 
pois a felicidade nasce das pequenas coisas.
 A falta de atenção para com o cônjuge demonstra 
desprezo para com o outro.

7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo.
 No dia seguinte o problema poderá ser bem maior.
 Não se pode deixar acumular problema sobre problema sem solução.
 Quando o casal dorme brigado, o demônio dá um jeito de 
deitar no meio dos dois.

8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro
 uma palavra carinhosa.
 Muitos têm reservas enormes de ternura,
 mas esquecem de expressá-las em voz alta.

9. Cometendo um erro, saiba admitir e pedir desculpas. 
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o 
seu erro demonstra ser honesta, consigo mesma e com o outro. 
É nobre pedir perdão!

10. Quando um não quer, dois não brigam. 
Será preciso então que alguém tome a iniciativa de 
quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga.
 Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza,
 maturidade e amor.

Todos nós temos a necessidade de um “bode expiatório”
 quando algo adverso nos ocorre.
 Quase que inconscientemente queremos, como se diz,
 “pegar alguém para Cristo”, 
a fim de desabafar as nossas mágoas e tensões. 
Isto é um mecanismo de compensação psicológica que age
 em todos nós nas horas amargas,
 mas é um grande perigo na vida familiar. 
Quantas e quantas vezes acabam “pagando o pato” 
as pessoas que nada têm a ver com o problema que nos afetou. 
Às vezes são os filhos que apanham do pai que chega em 
casa nervoso e cansado; 
outras vezes é a esposa ou o marido que recebe do outro
 uma enxurrada de lamentações,
 reclamações e ofensas, sem quase nada ter a ver com o problema em si.



por Prof. Felipe Aquino 
cleofas.com.br

"Conta a lenda, que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a intenção de desafiar o mestre. E o velho não poupou insultos...
Chegou até a jogar algumas pedras em direção ao sábio, cuspiu e gritou todos os tipos de ofensas.  Durante horas, ele fez tudo para provocá-lo, mas o sábio permaneceu impassível! 
No final da tarde,  sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e foi embora...
 Impressionados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade. Aí o mestre perguntou:
"Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente?"
"A quem tentou entregá-lo", respondeu um dos discípulos.
O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava! A sua paz interior depende exclusivamente de você.
 Ninguém pode lhe tirar a calma.
Só se você permitir..."